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Funai comemora hoje o Dia dos Povos Indígenas

09 agosto 2004 - 08h34

O tempo dos grandes massacres indígenas no Brasil, período da construção da rodovia transamazônica nos anos 70, já passou, mas a situação dos cerca de 350 mil índios que vivem no país ainda é bastante precária, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), que nesta segunda-feira comemora junto à ONU o 10º Dia Nacional dos Povos Indígenas do Mundo. "Hoje em dia assistimos a pequenos massacres devido à indiferença com relação a seus direitos fundamentais à terra, a educação e à saúde", declarou Sidney Possuelo, da Funai. A 504 anos do descobrimento do Brasil, a situação dos índios é muito precária. No Brasil, os 350 mil índios (apenas 0,2% dos brasileiros) estão divididos em 215 etnias, com 20 grupos indígenas que nunca tiveram contato com os ocidentais."Os índios são minoria desprezada pelo resto da sociedade brasileira e continuam esperando o novo "Estatuto dos Povos Indígenas", que dará aos membros de suas comunidades os mesmos direitos de qualquer cidadão comum", disse Possuelo. A lei atual brasileira considera os povos indígenas da mesma forma que um menor de idade e os coloca sob tutela da Funai. Além disso, a Constituição de 1988 não foi respeitada, pois decretava que as 739 reservas indígenas existentes fossem demarcadas em 1993 e até agora isto só foi feito em metade das áreas tribais. Freqüentemente as terras indígenas são invadidas por garimpeiros ilegais, gerando enfrentamentos, muitas vezes sangrentos. Quando os portugueses chegaram no Brasil, a população indígena era de entre três e cinco milhões de pessoas, segundo historiadores. Hoje restam apenas 350.000, e seus dialetos, mitos e conhecimentos medicinais são objeto de estudo, embora estejam morrendo por causas relacionadas à desnutrição ou novas doenças. Possuelo mudou há 16 anos a forma de entrar em contato com os índios isolados (sem contato com os ocidentais) e convenceu as autoridades de não tentar falar com eles. "Estes índios conhecem o homem branco e decidiram não se aproximar. É preciso respeitar esta decisão, proteger a ecologia da região onde vivem até o dia em que, inevitavelmente, este isolamento seja rompido devido a um interesse da sociedade nacional, como por exemplo a construção de uma represa", afirmou.  

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