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REGIÃO

Frentistas e consumidores de MS são orientados a não abastecer acima do limite

09 junho 2015 - 14h00

Da Redação

Para evitar a contaminação de frentistas, consumidores e demais funcionários de postos de combustíveis, com o benzeno, substância química presente nos combustíveis, considerado altamente tóxico e cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde, o Sinpospetro/MS (Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Mato Grosso do Sul) está dando continuidade à campanha, que começou em outubro do ano passado, alertando a todos sobre os perigos do benzeno.

Essa campanha está alicerçada na Lei Estadual Nº 4.574, de 24/09/2014, que dispõe sobre a condição de abastecimento de veículos automotores, proibindo abastecimento após acionado a trava automática de segurança das bombas.

Hoje pela manhã, diretores do Sinpospetro/MS, acompanhados do presidente da entidade, Gilson da Silva Sá e do advogado do sindicato, César Palumbo Fernandes, percorreram vários postos de Campo Grande, distribuindo panfletos educativos sobe o assunto e conversando com consumidores e funcionários de postos sobre os perigos do benzeno e a necessidade de se obedecer à legislação.

“Nosso objetivo, com esse trabalho de campo, que intensificaremos nos demais municípios de Mato Grosso do Sul, é conscientizara todos que quando o tanque é abastecido apenas até o automático, a chance desse componente sair em forma de vapor é reduzida”, afirmou Gilson Sá.

Os diretores sindicais José Hélio da Silva, Pedro Martins Neves e Marins Antônio, que também estão percorrendo postos e conversando com consumidores e frentistas, afirmam que o derramamento do combustível, excedente no tanque, no solo e sua evaporação no ar também causam riscos ao meio ambiente com a contaminação do lençol freático. Além disso, prejudica a qualidade do ar e a saúde de quem o inala.

O Sinpospetro vai intensificar a campanha principalemente nas grandes cidades do Estado, como Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Maracaju, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste, Sonora e outras.

Campanha

A campanha “Não passe do limite – Complete o tanque só até o automático” para reduzir a exposição de frentistas e consumidores ao benzeno, foi lançada no ano passado Pelo Fórum de Saúde, Segurança e Higiene no Trabalho no Mato Grosso do Sul (FSSHT/MS) com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Núcleo de Segurança e Saúde no Trabalho (SRTE/MS), do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), da Fundação Jorge Duprat e Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e Sinpospetro/MS entre outras entidades integrantes do Fórum.

A Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, entidade à qual o Sinpospetro/MS é filiado, também apoia essa campanha de saúde pública. “Iniciativas como essa, que visa a saúde e o bem estar dos nossos trabalhadores em geral, têm nosso total apoio. Esperamos mesmo que possamos mudar essa cultura de encher o tanque até à boca, como normalmente é feito nos postos. O consumidor também precisa se conscientizar e impedir isso, pelo bem da saúde de todos”, afirmou Idelmar da Mota Lima, coordenador da central em MS.

O objetivo da campanha, originalmente criada pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, é discutir os perigos para a saúde dos trabalhadores que possuem contato com o benzeno, como os que laboram em postos de gasolina, em oficinas mecânicas, abastecedores de caminhões de combustíveis, e dos consumidores, cuja exposição, apesar de pequena, também é significativa, considerando que não há níveis seguros de exposição ao produto.

A intoxicação por benzeno, por inalação de gases ou aspiração de formas líquidas, pode causar bronquite, dificuldades respiratórias e até bronquiolites irritativas graves, com hemorragia, inflamação e edema pulmonar, podendo levar à morte. O cérebro e o fígado também podem ser atingidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui o benzeno em sua lista de produtos cancerígenos.

Gilson Sá alerta também que abastecer o tanque “até a boca” também prejudica o automóvel. O combustível excedente é armazenado no canister, dispositivo feito para absorver vapores gerados durante o processo de abastecimento. Quando o canister entra em contato com combustível na forma líquida, ocasiona falhas no motor, risco de queima da bomba de combustível, danos à pintura e desperdício.

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