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Força tarefa do INSS prende cinco em sete meses no estado

09 setembro 2004 - 17h48

A força-tarefa do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), criada no ano passado em Mato Grosso do Sul para investigar fraudes contra a Previdência Social, conseguiu, nos primeiros sete meses deste ano, prender cinco pessoas, instaurar sete inquéritos e realizar 120 diligências. O balanço de atuação da força-tarefa foi divulgado hoje ao MidiamaxNews pelo delegado federal Edgar Paulo Marcon, integrante da força-tarefa do INSS no Estado.Conforme o delegado da PF, o valor do rombo que a força-tarefa impediu que a Previdência pagasse somente este ano no Estado ainda não foi contabilizado, no entanto, dados do Ministério da Previdência Social aponta que, em todo o País, o INSS deixou de pagar R$ 2,8 milhões em benefícios irregulares, entre janeiro e julho deste ano. O trabalho intensivo das forças-tarefas durante os primeiros sete meses do ano identificou 7.358 benefícios irregulares, envolvendo um montante de R$ 173,2 milhões no País.A força-tarefa é uma equipe permanente, instalada em cada Estado, formada por especialistas do Ministério da Previdência, do MPF (Ministério Público Federal) e da PF com o objetivo de investigar crimes contra a Previdência Social. No período acumulado de janeiro a julho deste ano foram realizadas 1.059 diligências em todo o País que resultaram em 73 prisões em flagrante e 45 prisões preventivas.Em Mato Grosso do Sul, mais precisamente em Campo Grande, foram presos os advogados João Catarino Tenório de Novaes, Carmem Noemia Loureiro de Almeida e Alexsandra Lopes Novaes e o contador Tércio Moacir Brandino e seu auxiliar, Sidnei Faustino Limeira. Enquanto os advogados foram acusados de cobrar valores abusivos dos clientes que entravam com ações para receber benefícios da Previdência, o contador e seu auxiliar fraudavam guias de recolhimento de pagamento da Previdência.Entre os sete inquéritos abertos pela força-tarefa no Estado está o que foi instaurado em Dourados contra cinco pessoas da mesma família (4 trabalham no INSS) que foram apontadas pela PF como facilitadores no esquema fraudulento. São eles: Laidenss Guimarães da Silva, Leidniz Guimarães da Silva, Leibnitz Carlos Guimarães, Lívia Guimarães da Silva e a Rilziane Guimarães Bezerra de Melo.A família foi indiciada pela Polícia Federal porque estaria facilitando a concessão de benefícios na agência do INSS de Dourados. Em maio deste ano, auditores e médicos peritos de Campo Grande vieram ao município e refizeram 30 perícias e constataram irregularidades na concessão das aposentadorias por invalidez, sendo que 18 pessoas tiveram o benefício suspenso.  

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