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EDITORIAL

Fora do traçado

03 fevereiro 2016 - 07h25

Dourados mais uma vez é deixada de lado e assiste de camarote benfeitorias antes prometidas, desviadas para outros lugares. Após perder o posto de segunda economia de Mato Grosso do Sul para Três Lagoas, o ramal ferroviário que por aqui passaria – incluído até na primeira etapa do PIL (Programa de Investimentos e Logística) – deve mesmo ficar restrito a região do Bolsão. E o pior, é que tudo isso é trabalhado com a falta de representatividade das autoridades políticas locais.

Ontem, a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) realizou a primeira, de três audiências públicas para discutir o ramal ferroviário que sai de Goiás, passando por Estrela D’Oeste (SP) e chegando até Três Lagoas.

Essa mesma estrada de ferro passaria por Dourados, porém, acabou suspensa, ao que tudo indica, para esse novo trajeto.

No ano passado, logo que lançado a segunda parte do projeto que praticamente excluiu o maios populoso e um dos maiores celeiros agrícolas do interior do Mato Grosso do Sul do mapa da ferrovia, o Dourados News fez o alerta, mostrou o silêncio da ANTT, porém, pouco ou nada foi feito para que se conseguisse manter o projeto original.

Diante de tantas promessas, parece que basta uma pessoa com representatividade superior a qualquer uma que possuímos aqui para conseguir mudar o foco dessas empreitadas e como num passe de mágica, os levam para onde bem entender.

Enquanto isso, empresários e investidores antes atraídos pela melhora de logística na parte Sul do Estado, vão cada vez mais se distanciando em busca de locais que lhes ofereçam isso, como no caso de Três Lagoas, que além de estar estrategicamente muito próximo do maior mercado consumidor da América Latina, ainda consegue proporcionar meios de transporte de cargas mais rentáveis.

Talvez isso se explica os recentes investimentos realizados naquele município, que independente de trazer ou não divisas à cidade, oferece emprego para a população e a coloca como a mais industrializada do Estado.

É necessário que as autoridades políticas do município e da região se imponham em busca de representatividade e se unam para conseguir esses objetos. Ao contrário, continuaremos como crianças que choram ao ter o doce negado logo após ser oferecido.

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