Já é de 74% o aumento nos focos de ferrugem asiática detectados até o momento nas lavouras de soja de Mato Grosso do Sul. Conforme dados do consórcio antiferrugem comandado pela Embrapa Soja (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), divulgados pela Folha on line, são 397 focos, contra 228 nessa mesma data, no ano passado. Na primeira quinzena de janeiro o Estado conseguiu reduzir a incidência da doença, mas depois os casos dispararam.
A chuva é um forte aliado do fungo causador da ferrugem, que se prolifera por esporos. A ferrugem compromete o desenvolvimento da soja, provocando desfolha precoce e impedindo a formação do grão. Além do período chuvoso estar mais intenso, os produtores investiram menos em tecnologia nesta safra, o que envolve defensivos agrícolas. Em todo o Brasil, são 13 os Estados (PR, MS, RS, GO, SP, RO, MT, MG, BA, MA, SC, TO e PI) com plantações prejudicadas pela ferrugem.
Uma das regiões mais afetadas é Maracaju, pólo de produção de soja. O presidente do Sindicato Rural de Maracaju, Luís Alberto Moraes Novaes, alerta que o produtor não pode descuidar do monitoramento da lavoura para fazer as aplicações no momento oportuno. Segundo ele, a doença está presente na maioria das áreas que têm soja na cidade e tem evolução rápida. Apesar disso, acredita, o produtor está conseguindo controlar a evolução da praga e não deve haver significativa perda na produtividade. A produção prevista no Estado é de 4,6 milhões de toneladas e o forte da colheita ocorre de março a abril. Novaes afirma que a descapitalização do produtor é um ponto de preocupação. O custo para aplicação fica entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por hectare e muitas vezes é preciso fazer duas ou até três aplicações.
No que depender do tempo o produtor tem de continuar sob alerta, diz o meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo, Natálio Abraão. Em janeiro choveu 364,9 milímetros (litros por metro quadrado) em Campo Grande, volume 55% maior que o registrado em janeiro do ano passado. Já este mês, a tendência é que chova até sexta-feira, com trégua no fim de semana, e mais chuva a partir de segunda-feira. “Dos 28 dias do mês deve chover em 20 dias”, diz o meteorologista. No ano passado fevereiro também foi um mês bastante chuvoso, portanto a tendência é que o volume de água desta vez se iguale.
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