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Fiesp diz que acordo com China prejudica a indústria nacional

13 novembro 2004 - 17h21

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou a decisão do governo brasileiro, que concedeu à China o status de economia de mercado. "A súbita decisão governamental que considera a República Popular da China uma economia de mercado, conta com a desaprovação da indústria de São Paulo", diz a Fiesp em nota oficial.A decisão política do governo poderá prejudicar setores da indústria brasileira. Em troca, o país poderá fechar negócios que podem render cerca de US$ 1 bilhão por ano e investimentos da ordem de US$ 10 bilhões nos próximos dois anos.Em nota, a Fiesp informa que a China "não é uma economia de mercado". "A constatação desse fato tem permitido às empresas brasileiras provar suas perdas com importações feitas a preços de dumping. Ao confrontar os valores de mercado praticados internacionalmente, essa realidade fica bem clara", diz a nota.Para a Fiesp, a decisão política coloca a "indústria paulista e a brasileira em posição de vulnerabilidade". A Federação diz estar preocupada com a "concorrência desleal chinesa e suas conseqüências prejudiciais a vários setores da indústria".Para justificar suas críticas, a Fiesp diz que a China "é o país contra o qual existe o maior número de medidas de defesa comercial aplicadas pelo governo brasileiro, e por outros vários países do mundo". A Fiesp cobra do governo a investigação e comparação dos preços das exportações chinesas com os praticados no mercado interno. "É de conhecimento público internacional que os preços domésticos da República Popular da China não correspondem aos do mercado externo".Ontem, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, tentou acalmar o setor produtivo. "Gostaria de tranqüilizar o setor produtivo brasileiro de que essa concessão não faz com que o governo brasileiro abra mão das defesas comerciais que existem hoje."Mas nem mesmo as promessas de Furlan foram suficientes para a Fiesp. "Embora o governo tenha manifestado não abrir mão de salvaguardas ou da aplicação de regras antidumping, esse posicionamento certamente restringirá a aplicação de medidas na defesa comercial do país que, justificadamente, visam equilibrar os negócios internacionais na atual fase de liberalização", diz a nota.

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