O 5º Festival América do Sul homenageia, entre os dias 30 de abril e 4 de maio, em Corumbá, personalidades que se destacaram na cultura regional. Entre eles estão expoentes das letras e das artes plásticas do município: Augusto Proença e Izulina Xavier.
Corumbaense de nascimento, Augusto César Proença (15 de agosto de 1937) é professor, contista, historiador brasileiro e pesquisador da cultura pantaneira. Formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da Região dos Lagos, de Cabo Frio, Rio de Janeiro, é membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Academia Corumbaense de Letras e do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro.
Já teve nove obras publicadas, entre elas Snackbar (1979); Raízes do Pantanal (1989); A Sesta (1993); A condução (1995); Pra Qualquer Lugar (1995); Nessa Poeira Não Vem Mais Seu Pai (1996); Pantanal: Gente, Tradição e História (1997); Corumbá de Todas as Graças (2003) e Memória Pantaneira (2004).
Augusto Proença já conquistou prêmios literários nos concursos Ulisses Serra, Concurso Academia Valenciana de Letras e Contos, Concurso da Editora Litteris e no Grande Concurso de Contos e Poesia do Brasil. Atualmente escreve artigos para o site Capital do Pantanal e é membro da comissão que está organizando uma coletânea sobre o poeta Lobivar de Matos.
Izulina Izulina Xavier, uma corumbaense de coração de 82 anos, é natural da cidade de Simões, no Estado do Piauí e até hoje continua trabalhando no que mais gosta: as artes plásticas. Sua arte deu cor e sensibilidade ao Cristo Rei do Pantanal, um dos cartões postais de Corumbá.
A habilidade artística de Izulina começou a despertar em 1982 por meio de uma promessa religiosa. Devota desde criança de São Francisco de Assis, ela recorreu ao santo para alcançar uma graça. Com o pedido atendido, ela teria que construir uma estátua do santo em frente à sua residência. Como não tinha dinheiro para pagar um artista, resolveu que ela mesma faria a obra, mesmo não tendo noção do que era trabalhar com concreto em peças grandes.
Desde então a escultora já produziu peças como “Monumento às Três Forças Armadas (no Jardim da Independência), Cristo Redentor (entrada do bairro Cristo Redentor), Soldado Desconhecido (quartel do 17° Batalhão de Fronteira), Cristo Rei do Pantanal, Via Sacra com 72 estátuas (ambas no Morro do Cruzeiro), Nossa Senhora do Pantanal (Igreja São Vicente), Nossa Senhora do Carmo (Forte Coimbra) e Águia (no topo da Casa Vasquez, na ladeira José Bonifácio). Izulina também tem obras em Três Lagoas (Cristo de 12 metros) e Ladário (Busto de Miguel Couto, Irmã Rebola, e Painel do Porto de Corumbá, no 6° Distrito Naval). Nos municípios bolivianos de Puerto Suarez e Puerto Quijarro criou as obras sacras São Francisco, Madonna, Soldado Desconhecido, São Miguel, Anjo, Cristo, Virgem Maria e Sagrado Coração de Jesus.
A artista também é escritora e já publicou seis romances, sendo que o mais recente é “Amor de Fronteira” (1994) que virou peça de teatro. Também escreveu cinco folhetos com História de Cordéis e um conto infantil.
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