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Fenaj : Presidente diz que proposta do Conselho pode ser melhorada

13 agosto 2004 - 18h46

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, reconheceu hoje que o texto do projeto de lei que cria o Conselho Federal de Jornalismo pode ser melhorado. "Nós não sabemos fazer lei, nós somos jornalistas. Nós fizemos uma matéria discutida há 20 anos dentro dos nossos fóruns, dos nossos congressos, na Federação, nos sindicatos. Este (Congresso Nacional) é o lugar ideal para que ele seja aperfeiçoado e corrigido", disse após participar do debate sobre o tema na TV Câmara. Ele ressaltou que a proposta foi toda elaborada pela Federação. "Somos responsáveis pelas virtudes e equívocos", afirmou. Sérgio Murilo reafirmou que o projeto visa fiscalizar a atividade profissional e zelar pela ética na atividade, e não controlar o conteúdo jornalístico. Disse ainda que o projeto tem por objetivo reduzir o número de matérias sem identificação do autor, de pessoas que atuam sem registro e melhorar a formação do jornalista. Sérgio Murilo reclamou que há um "entendimento equivocado" sobre a proposta, enviada no último dia 6 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, e que reflete um desejo da categoria. Segundo o presidente da Fenaj, as críticas ao projeto estão relacionadas aos interesses das grandes empresas, e já eram esperadas. "Em parte, há interesse da grande imprensa, dos meios de comunicação que sempre combateram a organização dos jornalistas. E com certeza ao conquistarmos o Conselho Federal de Jornalistas nós vamos ter um patamar muito superior de organização", disse. Ele criticou aqueles que dizem que a Fenaj está propondo um instrumento de censura e lembrou o importante papel da Federação na luta pela liberdade de imprensa, especialmente durante a ditadura militar. "E nós da Fenaj, do sindicato, temos o compromisso com essa luta pela liberdade e contra a censura. Muita gente que estava do outro lado censurando, torturando, hoje está nos acusando de propor uma matéria que traz censura e constrangimento a imprensa. É um absurdo". Sérgio Murilo espera que o debate sobre a proposta não seja esvaziado pelo jogo político. Os deputados José Thomaz Nonô (PFL-AL) e Wasny de Roure (PT-DF) e o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, também participaram do debate.

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