O Brasil é o país dos favorecimentos e isso se torna evidente no nosso dia a dia. O fato também tem a ver com o aspecto cultural de seus habitantes, que, em esmagadora maioria dos casos, vivem num processo de dívidas de favores ou indicações de pessoas fortes, de peso, e que conseguem exercer sua influência no que antes parecia praticamente impossível.
O aspecto é bastante usado no campo político, onde uma ajuda aqui ou ali pode resultar em cargos rentáveis ou ajudas generosas, mas também é sinalizado em outras áreas num verdadeiro tráfego de influências.
Um dos exemplos claros e que podemos trazer para perto de nós, sul-mato-grossenses, é o caso da usina São Fernando, que mesmo passando por dificuldades financeiras tremendas, conseguiu, junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável), um empréstimo milionário, na casa dos R$ 102 milhões.
Mas, como os diretores do banco, sabendo das dívidas e do processo evidente de afundamento da empresa, consegue aprovar uma quantia considerável de dinheiro como a citada e derramar, sem pudor, num local já condenado?
Ai é que se encontra a forte influência.
Todos sabem, mesmo diante da negação de ambos, sobre a proximidade e amizade entre o ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva e o pecuarista José Carlos Bumlai, principal acionista da usina.
E claro, uma ‘mãozinha’ de Lula – como aconteceu em situações diversas, envolvendo outras pessoas e presidentes, Brasil a fora – deve ter sido de suma importância para o pecuarista conseguir tal valor.
Afinal, é bem mais fácil levantar recursos para uma massa falida junto de uma instituição estatal, com rios de influência ao seu redor, do que bater na porta de bancos privados que, com certeza, negariam o valor milionário para o mesmo fim.
O mesmo BNDES, que depois de aprovar e repassar o valor, pede agora na Justiça a falência da usina.
São R$ 300 milhões ‘investidos’ ali dentro e que poderiam fomentar a economia de pequenas empresas, que geram divisas e empregam boa parte da população brasileira.
Porém, os casos não ocorrem e enquanto isso, os influentes e seus amigos vão afundando o país cada vez mais, sobrando para aqueles que realmente precisariam desses empréstimos, juros altos, dificuldades econômicas e depois, fechamento de portas e aumento do desemprego.
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