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Farmácia popular vai reduzir gastos com medicamentos

07 junho 2004 - 23h19

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, divulgada em maio, revela que as despesas com saúde representam 19% dos gastos dos brasileiros. A população, em média, só gasta mais com alimentação e com manutenção da casa . Segundo o levantamento, a fatia mais pobre chega a desembolsar em medicamentos 61% do total de recursos destinados às despesas com a saúde. Para 11% dessas famílias, foi preciso se desfazer de bens ou pedir empréstimos para dar continuidade a tratamento médico. Para minimizar o impacto gerado pelos gastos com remédios no orçamento familiar, garantindo aos brasileiros o acesso a medicamentos a preços de custo, o governo federal implantou hoje o programa Farmácia Popular do Brasil. Em alguns casos, o medicamento sairá até 85% mais barato que no mercado tradicional. "Não há qualquer lucro na farmácia popular", garantiu o ministro da Saúde, Humberto Costa, ao inaugurar uma das cinco unidades localizadas em Salvador. Foram inaugurados simultaneamente outros estabelecimentos: dez em São Paulo, um em Goiânia e um no Rio de Janeiro. A expectativa do Ministério da Saúde é que entre 1.000 e 1.500 pessoas sejam atendidas por dia em cada unidade. A meta, segundo o ministério, é inaugurar até o final do ano 100 farmácias populares em todo o país. Para ter acesso aos medicamentos, os interessados terão que apresentar receita médica da rede pública ou privada, o que segundo Humberto Costa dificultará a automedicação. Os usuários poderão encontrar nas farmácias populares, 84 medicamentos para doenças de maior incidência no Brasil, entre as quais asma, bronquite, diabetes, depressão, epilepsia, gastrite, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. Para viabilizar o programa, o ministério vem firmando parcerias com municípios, estados e hospitais filantrópicos. A implantação e a coordenação das farmácias, o treinamento dos funcionários e a compra de medicamentos por meio de pregão são funções da Fundação Oswaldo Cruz, instituição do Ministério da Saúde. De acordo com Humberto Costa, os genéricos sejam prioridade nos processos de compra. A idéia é que as farmácias populares funcionem como uma verdadeira unidade de saúde. Além de se informarem sobre formas de prevenção e tratamento de doenças e receberem orientação sobre o uso adequado dos medicamentos, os usuários poderão se cadastrar para que seu caso seja acompanhado pelo farmacêutico. Em toda a unidade, haverá pelo menos um desses profissionais em período integral para atender a população.

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