Iván Márquez, um dos sete chefes do secretariado da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), assegurou nesta segunda-feira que se desvaneceu qualquer possibilidade de "exploração" com a libertação da ex-senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt. A ex-senadora é refém das Farc desde 2002.
Em uma carta publica na Agência Bolivariana de Imprensa, que costuma veicular mensagens das Farc, Márquez afirma que "não existia encontro com a delegação francesa para explorar a libertação de Ingrid." A ex-senadora sofre de hepatite B e leishmaniose. Esta foi a primeira reação da cúpula das Farc após a morte de Raúl Reyes, que era o número 2 na estrutura de poder da guerrilha. "Como disse o comandante Manuel (Marulanda Vélez, o "tiro certo" comandante das Farc): mataram Raúl, e feriram gravemente a troca de prisioneiros e a paz," precisou Márquez na sua carta aberta. Milhões de pessoas no mundo inteiro pedem a libertação de Ingrid Betancourt.
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