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Familiares de mortos e desaparecidos reclama de omissão do governo

19 outubro 2004 - 17h10

A Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos durante o regime militar (1964-1985) está descontente com o tratamento dado pelo governo Lula aos crimes cometidos durante o regime.Os representantes da comissão estiveram na Câmara hoje para acompanhar a reabertura das discussões do caso Vladimir Herzog. "Em dois anos o governo Lula não fez avanços na busca pelas vítimas do período da ditadura", disse uma das representantes do grupo Criméria Almeida, 58.Após a divulgação das supostas fotos de Vladimir Herzog momentos antes de sua morte, a comissão quer saber por que estas fotos não foram divulgadas antes, se há documentos de outros desaparecidos em poder da Câmara e quais providências vão ser tomadas.O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara endossa as críticas à condução das investigações sobre os mortos e desaparecidos no regime militar. Mário Heringer (PDT-MG) questiona por que os presidentes anteriores da comissão, todos eles do PT, não deram publicidade aos documentos.Heringer vai acionar o secretário de Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, para que venha à Comissão explicar o que está sendo feito para investigar os casos de prisão, morte e desaparecimento durante o regime militar. "Quem mais além do PT para ter força neste momento para levar a diante as investigações. Não se trata de remexer em velhas feridas, querer desestabilizar o governo ou promover uma caça às bruxas, mas sim de esclarecer fatos históricos relevantes para o país", afirmou o deputado.Mário Heringer afirmou ainda que a questão da tortura no Brasil "não pode ser esquecida". "Também não podemos discutir um caso só, como o caso Herzog. Se vamos reabrir e discutir um, vamos discutir todos."Para Iara Xavier Pereira, 52, que teve dois irmãos e o primeiro marido mortos durante o período militar, a chamada Lei da Anistia foi distorcida para proteger os criminosos, e o governo petista não toma providências. Ela quer que o governo pressione os militares para liberarem os documentos que estiverem em seu poder."Eu não acredito em incineração. Não acredito em queima de arquivos, que não existem os documentos. Eu não acredito em Papai Noel" ironizou Iara Xavier.Para a Comissão de Familiares, falta vontade política para o governo para esclarecer os fatos e a nota divulgada ontem pelo Comando do Exército reafirma "que ainda há muito espírito de corpo entre as Forças Armadas, que não querem reconhecer os fatos". 

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