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Famasul pede muita calma aos produtores rurais

23 maio 2006 - 12h08

O presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio do Souza Brito Filho, declarou que movimento do Alerta do Campo precisa continuar para conscientizar a sociedade da real situação que passa a economia sul-mato-grossense. Contabilizando mais de 20 de manifestações no Estado, sem nenhuma decisão concreta, o líder ruralista pede calma aos produtores. “Solicitamos aos nossos companheiros que se mobilizem e manifestem, mas não empeçam o direito de ir e vir das pessoas”, afirma.Brito lembra que as atenções estão voltadas para o dia 25, quando o Governo anunciará o novo pacote de medidas para o agronegócio, porém os produtores precisam ter tranqüilidade e dar continuidade à sua atividade. “Dentro do possível, vamos continuar colocando comida no prato das famílias brasileiras e esperar para ver se o novo pacote será bom ou ruim”. Se o governo der o mínimo de suporte para o agronegócio sobreviver, a classe produtora continuará dando os bons números para a balança comercial e mantendo o Brasil superavitário. Em 2005 a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) apontou a necessidade de R$ 81 bilhões para o agronegócio, que viriam através de financiamentos bancários e o governo liberou menos de R$ 20 bilhões.  De acordo dados da Famasul, o financiamento oficial não ultrapassa 25% das necessidades que o custeio da safra brasileira precisava em 2005. Sendo assim o produtor rural, busca em outros tipos de financiamentos em diferentes praças. Segundo Brito, hoje as maiores dívidas estão diluídas nas revendas, nas indústrias e no comércio. “o produtor rural ainda tem que  colocar parte de seu próprio patrimônio como garantia para se manter o agronegócio funcionando”, disse.De acordo com Léo Brito, no mês de janeiro as dívidas dos produtores rurais do Estado ultrapassam o montante de R$ 2 bilhões aos bancos oficiais. “Isso era o cenário há cinco meses. Hoje não se sabe quais foram os comprometimentos com safrinha”, afirma Brito. A problemática para essa crise incide diretamente em toda a atividade econômica de Mato Grosso do Sul, principalmente nas arrecadações estaduais e municipais. “Temos conversados com produtores que passaram por situações difíceis como essa e, porém nem em 1929 a crise foi tão grande”, lembra.Segundo estudo elaborado pelo departamento econômico da Famasul, o Estado precisaria de um montante de seis bilhões de reais para o agronegócio tentar sair dessa crise, e, segundo o presidente, “com esse valor nós teríamos um plano safra equilibrado”, esclarece. 

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