Há aproximadamente 15 dias, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não disponibiliza mais o serviço de Delegacia Virtual, que permitia à população o registro de boletins de ocorrência através da internet. O motivo é a falta de pagamento pela operacionalização do sistema, conforme ressaltou Maurício Vargas, da WIdéia, responsável pela criação do serviço. O Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional), desenvolvido pela Compnet para gerenciar informações da segurança pública, passa por problemas similares: sua responsável está sem contrato desde novembro de 2007. Apesar disso, o serviço ainda opera.
Vargas lembra que a Delegacia Virtual foi elaborada há cerca de três anos e meio, no governo de Zeca do PT, “com as mesmas pessoas que administravam no atual governo a Delegacia Virtual e o Sigo”. O projeto foi elaborado na expectativa de se conquistar o contrato definitivo. Porém, até os custos operacionais (de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil, incluindo hospedagem e manutenção) vinham sendo bancados pela empresa, que alega ter um prejuízo de R$ 180 mil.
De acordo com Maurício Vargas, ao ser proposta a criação da Delegacia Virtual, a Polícia Civil explicou que precisava de um sistema do tipo, mas não havia dinheiro. Após negociação, foi conseguido um “patrocínio” com o Banco do Brasil, no valor de R$ 25 mil. “Com esse dinheiro compramos o servidor, que funciona até hoje, e o projeto”. Desde então, passou-se a realizar a manutenção do sistema, mas sem que fosse realizado pagamento.
Durante o funcionamento da Delegacia Virtual, Vargas afirma que chegaram a ser registrados até oito mil boletins de ocorrência por ano. “A pessoa que ia registrar a perda de documentos não precisava mais enfrentar filas”, lembra. O empresário afirma que ainda não há uma resposta da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública sobre possíveis estudos de projetos. Vargas diz que há a perspectiva de uma nova delegacia ser “inaugurada” em abril. “Eu espero que pague ou pelo menos se entre em acordo”, finalizou.
Sigo – O Sigo, utilizado para integração de informações policiais, passou por problemas em dois dias seguidos. A Compnet informa que isso nada tem a ver com a falta de pagamento, e mantém a atualização do sistema, com 16 pessoas trabalhando, apesar do prejuízo. O contrato foi firmado com o governo Zeca em 2005, prevendo o pagamento de R$ 239 mil pelo licenciamento do software e valores mensais pela atualização. A venda do programa ocorreu através de licitação.
Questionado sobre o fato, o secretário Wantuir Jacini (Justiça e Segurança Pública) informou que aguardava da Procuradoria Geral do Estado uma resposta “rápida” sobre o contrato com a Compnet. A reportagem do Campo Grande News procurou a PGE para obter detalhes sobre o funcionamento do Sigo, e também da Delegacia Virtual. O procurador geral Rafael Coldibelli informou estar em viagem, e poderia atender às solicitações quando retornasse, na segunda-feira.
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