No momento em que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a subnutrição e a mortalidade de crianças indígenas nas aldeias de Mato Grosso do Sul visita a reserva de Dourados, os moradores da terra indígena Potrero Guasu, localizada no município de Paranhos denunciam a gravíssima situação em que se encontram.
Há 5 anos, a comunidade reclama da quase total falta de água no local. Segundo suas lideranças, em maio do ano passado, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) furou dois poços artesianos no local para resolver o problema, mas até hoje estes poços não funcionam, estão vazios.
Os professores denunciam que a água que saía dos bebedouros da escola tinha forte cheiro e coloração marrom e que faltava água na cozinha para preparação dos alimentos e nos banheiros para a higiene. Relatam ainda, que a falta d´agua têm resultado em inúmeros casos de doença de pele entre os alunos e que tem agravado também o problema de desnutrição, sobre tudo entre as crianças.
Há suspeitas de que o problema da falta d´agua esteja relacionado a interesses antiindígenas sobre a área. A Funasa argumenta que as bombas de água não foram instaladas por falta de dinheiro que deveria chegar via Programa de Aceleração do Crescimento.
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