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Saúde e Bem-estar

Falando de Resiliência Infantil e por que é tão importante para as crianças

07 janeiro 2020 - 08h17Por LUCIANE SPERAFICO

A Psicoterapeuta e Especialista em Neuropsicologia e Psicologia Positiva “Luciane Sperafico” explica um pouco mais sobre Resiliência Infantil e por que é tão importante ensinar as crianças.

Ser Resiliente tem sido uma condição muito exigida hoje em dia, principalmente em ambientes profissionais. Mas, afinal, o que é resiliência?

A Resiliência é um conceito definido como a capacidade de enfrentar adversidades da vida e superá-las, transformando-as em situações de crescimento e aprendizagem. A boa notícia é que nós podemos aprender a ser mais resilientes!

Construir a resiliência pode ajudar as crianças a gerir o estresse e seus sentimentos de ansiedade e incerteza, a aprender a enfrentar adversidades de peito erguido e a ter maior capacidade para lidar com a frustração. E, atualmente, o monstrinho da frustração é um desafio para famílias!

Diversas situações exigem resiliência!

Não só adultos passam por momentos traumáticos e difíceis de conviver e/ou superar. As crianças também absorvem e sofrem com a realidade à sua volta e, por isso, também estão suscetíveis a vivenciar esses momentos de dificuldade, dor e sofrimento.

A separação dos pais, a perda de um cachorrinho, um bullying sofrido na escola ou até mesmo o afastamento de algum amigo ou familiar são exemplos de situações adversas que algumas crianças enfrentam. E de que forma as famílias podem ajudar as crianças a superarem esses obstáculos e a tirarem algum aprendizado da situação?

Saber como ser resiliente é um dos caminhos que ajudam a criança no curto, médio e longo prazo. E cabe a nós, adultos, ensinar e orientar as crianças nessa jornada.

Por isso é tão importante que se ensine e estimule a resiliência infantil, portanto, a resiliência não é uma aptidão nata do ser humano, nem mesmo uma carga genética passada de mãe para filho.

Ela pode e deve ser ensinada e estimulada para que essa criança possa, por meio dessa habilidade emocional de transformação e superação, recuperar-se dessa experiência de trauma, dor e até mesmo de situações de ansiedade e insegurança, sendo capazes de sair das situações mais fortes do que entraram.

Dicas como Ensinar a Resiliência Infantil:

*1. Escola e família devem trabalhar juntas;

No processo de desenvolvimento da resiliência infantil, é fundamental que a família e a escola caminhem juntas proporcionando um ambiente seguro para a criança.

Aposte em brincadeiras e leituras para despertar o senso de pertencimento, além disso, separe momentos específicos para, de fato, ouvir o que a criança tem a dizer.

Nesse processo, a rotina é indispensável. Somente assim a criança sentirá que tem controle, uma vez que conseguem entender e prever o que acontecerá ao longo do dia. Dessa forma, conseguem elaborar e planejar suas próprias ações.

*2. Elogie esforços e construa a autoestima;

Construa um espaço em que a criança se sinta valorizada e reconhecida pelo seu esforço e dedicação.

Contudo, elogie de forma positiva e evite palavras como “perfeito” e “lindo”. Prefira chamar a atenção para a criatividade, bom desempenho e esforço para concluir a tarefa.

Por fim, reforce a ideia de que a falha é parte do aprendizado e deve ser encarada como a chance de fazer de novo e melhor.

*3. Aposte nos exemplos

Apresente histórias de personagens reais ou fictícios que superaram dificuldades em seu caminho.

Em sala de aula, é importante trabalhar discussões com as crianças, levando-as a refletir sobre as dificuldades superadas, a aprendizagem, as ajudas durante o caminho, etc.

Incentive as crianças a compartilharem suas próprias histórias e tomarem ciência da sua capacidade de transpor barreiras na vida real.

*4. Ensine a empatia;

Os pais podem ajudar seus filhos a crescerem mais fortes emocionalmente, ensinando-os a importância de ajudar o outro.
Assim, a criança conseguirá superar a falsa sensação de que não podem fazer nada e que o problema do outro não lhe diz respeito, sentindo-se importante e valorizada na vida do outro.

Trabalhos voluntários (condizentes com a idade da criança) e criação de campanhas beneficentes em sala de aula são excelentes maneiras de trabalhar a empatia em termos práticos.

*5. Estimule a positividade;

Estimular uma postura positiva diante dos problemas é uma maneira de ajudar a criança a enfrentar as adversidades com otimismo e longe do sentimento de pânico que paralisa.

Mostre que dificuldades sempre virão, mas que depois delas a vida continua. Use contos que exemplifiquem essa dinâmica e que transmitam exemplos de positividade diante dos percalços.

*6. Desenvolva a confiança dos pequenos;

Ajude seu filho a se recordar de situações difíceis que ele ultrapassou com sucesso, e mostre como essa aprendizagem deu bagagem a ele para lidar com outros desafios futuros. Mostre que ele está preparado e que consegue. Ensine-o a ter confiança em si próprio para tomar decisões e resolver problemas.

*7. Incentive as amizades e conexões fortes;

Ensine à criança a importância de uma amizade, o que é a empatia e como se partilham as tristezas dos amigos. Encoraje-a ser amiga do seu amigo. É importante ter uma rede forte de suporte que a ajude a superar as suas angústias. Fique atento ao que se passa na escola para que ela não se isole.

Saber criar um bom círculo de amizades é importante não só para saber como ser resiliente, mas para uma vida mais sociável e feliz. Portanto, é essencial que seu filho saiba lidar com as diferenças e a diversidade desde jovem.

*8. Crie metas, objetivos e tarefas a cumprir;

Ensine as crianças a criar objetivos realistas e a alcançá-los. Trabalhar na direção dos objetivos propostos mesmo que lentamente, ser encorajado a continuar e elogiado pelos seus pequenos feitos, ajuda a construir resiliência e a ser capaz de enfrentar novos desafios. Além disso, essas tarefas serão fundamentais para enfrentar um monstrinho muito comum hoje em dia: o da procrastinação.

Essas e outras dicas ajudarão você a impulsionar e desenvolver essa habilidade socioemocional (Resiliência) em seus filhos sem grandes desafios. 

Segundo o autor (Costa, 1995), “A resiliência, portanto, é um fenômeno que pode ser promovido/aprendido”.

Em suma, a primeira infância é um período decisivo de oportunidades para que as famílias e a sociedade garantam às crianças os recursos e as proteções necessárias para o seu desenvolvimento, para assim poder enfrentar o futuro bem preparadas.

Esses primeiros anos de vida são altamente promissores para intervenções que virão prevenir e reduzir riscos, impulsionar recursos, promover a competência e estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento futuro.

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Sobre a Profissional - LUCIANE SPERAFICO”

* Mestre em Psicologia

* Psicanalista

* Psicopedagoga

* Pedagoga e Neuropedagoga

* Especialista Em Neuropsicologia

* Atualização Em Reabilitação Neuropsicológica

* Especialista Em Educação Especial com ênfase em Autismo

* Especialista Em Psicoterapia Cognitivo Comportamental

Screener da Síndrome de Irlen

*Analista Comportamental DISC pela SLAC

* Coach de Carreira &Coach Vocacional

*Facilitadora da metodologia LEGO SERIOUS PLAY e POINTS OF YOU

*Tutora Cogmed- Treinamento de Memória Operacional &Treino Cognitivo (Atenção)

*Formação em Psicologia Positiva e Terapia do Esquema

*Atualização em Mindfulness 

 

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