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Ex-vereador escreve sobre gripe suína nas aldeias

07 agosto 2009 - 11h20

O ex-vereador Eduardo Marcondes manifestou ontem sua preocupação com a possibilidade, segundo ele cada dia mais iminente, de que o vírus H1N1, causador da gripe suína, chegue às aldeias de Dourados e da região. Na opinião do ex-vereador, que é médico pediatra, isso seria uma “catástrofe”.
“A população das aldeias é altamente vulnerável e por isso mesmo demanda políticas públicas específicas por parte dos órgãos ligados à saúde”, opinou o vereador.Ele defendeu a ampliação, por parte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), das ações preventivas para proteger a população das 74 aldeias indígenas do estado da gripe A (H1N1). Nas aldeias Bororó e Caiuá residem mais de 11 mil índios.No estado, são mais de 10 mil crianças indígenas.
O pediatra lembrou que as doenças respiratórias estão entre as principais enfermidades que acometem as crianças indígenas, sobretudo nas aldeias da região Sul, que tem registrado baixas temperaturas. Marcondes ponderou que enquanto não forem adotadas políticas estruturantes, que retirem os indios da miserabilidade, eles continuarão vulneráveis.
“A desnutrição, essa chaga que está presente em praticamente todas as aldeias do país, é uma porta aberta para outras enfermidades”, ponderou ele. “Inclusive para a gripe suína”, acentuou. Marcondes assinalou que outras doenças antes restritas às áreas urbanas já chegaram às aldeias, como a AIDS e outras doenças infecto-contagiosas.

Crítica

“Essa constatação reforça a necessidade de olharmos com mais atenção para a população indígena”, opinou o médico, que aproveitou a oportunidade para criticar a visão, segundo ele “equivocada”, de que os problemas dessa camada da população brasileira se restringem à terra.
“Todas as CPIs, audiências públicas e Comissões Especiais criadas para discutir o assunto mostram que a falta de políticas estruturantes é o maior fator a contribuir para a vulnerabilidade a doenças, vícios e outros males que acometem as aldeias”, afirmou Marcondes.
Na condição de presidente da Comissão de Saúde da Câmara, ele propôs e coordenou uma audiência pública que discutiu a mortalidade infantil nas aldeias do estado.Uma CPI criada pela Assembléia Legislativa e uma Comissão Especial do Senado Federal também discutiram o assunto. “Infelismente a situação continua a mesma”, lamentou o médico.

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