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EUA naturalizaram 32.000 soldados imigrantes desde o início da guerra no Iraque

25 julho 2007 - 09h03

Com uniformes da Marinha ou da Força Aérea e portando uma pequena bandeira dos Estados Unidos, um iraquiano, um mexicano e um colombiano juram lealdade à Constituição, obtendo a cidadania de um país em "tempos de guerra".

O diretor dos Serviços de Imigração, Emilio González, os recebeu nesta quarta-feira, em Washington, em uma cerimônia de naturalização que conta com 25 novos cidadãos de 14 países, a maioria deles soldados.

"A partir de agora vocês fazem parte do clube mais exclusivo do mundo. Aceitaram defender os princípios do maior país do planeta há 230 anos", disse esta autoridade, que também é americana por opção.

A cada ano, nos Estados Unidos mais de 700.000 imigrantes são naturalizados.

Mas quando são incorporados ao Exército, os imigrantes que estão em situação regular e possuem o "green card" (visto permanente) podem se valer do privilégio de obter a cidadania mais rapidamente -se assim solicitarem-, já que servem ao país "em tempos de guerra".

Esta disposição acelerada está em vigor para todos os que fazem parte do Exército desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Desde a guerra no Iraque, os Estados Unidos concederam a naturalização a 32.000 soldados imigrantes.

"É o dia mais bonito de minha vida", afirma o colombiano Javier Tegada, de 32 anos, em seu branco uniforme de marinheiro. Chegou aos Estados Unidos há quatro anos e conseguiu a cidadania em seis meses. Normalmente, teriam sido necessários cinco anos de residência antes de obtê-la.

Sona Babani, um soldado da Marinha iraquiana de 21 anos, vive nos Estados Unidos desde os 10 anos. "Espero que um dia o Iraque se assemelhe aos Estados Unidos em seus direitos à liberdade e à religião", disse. Com certa vacilação afirma que está disposto a ser mobilizado em seu país de origem "se eles quiserem".

Bayando Andino, de 20 anos, é um infante da Marinha que obteve a nacionalidade em menos de quatro meses. "O que me agrada nos Estados Unidos é que você pode fazer tudo o que for possível. Ninguém pode te deter", afirma.

Já o haitiano de 23 anos, Gamanuel Jean, não tinha "nem idéia" de que poderia se tornar americano tão facilmente ao entrar para as Forças Armadas. Alistou-se na Marinha para pôr ordem em sua vida e solicitou a cidadania porque queria ser oficial. (Aqueles que não forem cidadãos podem apenas ser soldados rasos).

Ao contrário do que se supõe, o Exército tem uma porcentagem apenas um pouco superior de minorias que o conjunto da sociedade americana: 35% contra 33%. Os hispânicos são pouco representados, enquanto com os negros ocorre o oposto.

"Historicamente, os hispânicos têm menor nível de escolaridade", afirmou David Segal, professor de Sociologia da Universidade American. "Se há uma população que tende a não terminar o secundário, então a tendência é que não seja representada no Exército", disse.

O Exército, que conta com 40.000 imigrantes, não alista pessoas sem os documentos necessários, embora o debate esteja sobre a mesa e as tropas no Iraque e no Afeganistão precisem de novos recrutas.

O Congresso rejeitou recentemente um projeto de lei de migração, mas a idéia de oferecer a cidadania aos soldados rasos em situação irregular que chegaram aos Estados Unidos antes de completar 16 anos tem sido debatida entre políticos e militares.

"A idéia é polêmica, mas se fala muito dela", disse Steven Camarota, diretor de investigações do Centro de Estudos para a Imigração.

"Se o Exército quiser utilizar (a cidadania) como motivação para atrair novos recrutas, teria muito mais voluntários que agora", afirmou.

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