A Câmara Setorial da Piscicultura de Mato Grosso do Sul vai conhecer nesta quarta-feira, um estudo que propõe a criação do Selo de Indicação Geográfica (IG) "Peixe do Pantanal" como marketing ao produto regional. Essa é uma das pautas da primeira reunião do ano que acontece a partir das 9h30, na Secretaria de Produção (Seprotur).
Voltado para o produto "Peixe do Pantanal", cuja proposta tem como objetivo ser uma alternativa para diferenciar e valorizar a produção estadual em nÃvel nacional e internacional, o Selo IG é um instrumento de marketing que já se mostrou eficiente no Brasil, porém ainda não foi aplicado no Estado. A proposta foi defendida como dissertação de mestrado pelo professor e jornalista Ariosto Mesquita sendo aprovada, com distinção, por banca de doutores em dezembro do ano passado.
O selo de IG foi instituÃdo no Brasil em 1996, mas só em 2001 foi concedido o primeiro registro para o "Vinho do Vale dos Vinhedos", no Rio Grande do Sul. Esta proposta de ferramenta de marketing protege o produto regional desenvolvido em cultivo (não envolve a atividade extrativista) garantindo sua procedência tanto para o mercado interno quanto para o externo, além de evitar falsa denominação. "De onde pode ter origem o peixe do Pantanal no Brasil senão de Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul?", pondera o pesquisador.
A aplicação desta certificação como ferramenta de marketing, neste caso especÃfico, seria inédita no PaÃs, uma vez que ainda não há nenhum pedido de IG para produto "peixe" no Brasil e não há nenhum pedido de IG doeMato Grosso do Sul concedido ou em tramitação. Pelo menos este era o quadro até o segundo semestre de 2006, segundo a coordenadora geral de outros registros da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPE), Maria Alice Camargo Calliari.
Segundo o coordenador da Câmara Setorial da Piscicultura, João Lorena Campos, há aproximadamente dois anos a Câmara identificou a necessidade da criação de um selo de qualidade/origem para diferenciar o pescado produzido no Estado qualificando-o aos olhos do consumir. Atualmente existe um trabalho nesse sentido sendo desenvolvido dentro do Arranjo Produtivo Local (APL), na região de Dourados.
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