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Estudante morre de leishmaniose visceral na Capital

09 outubro 2003 - 16h32

A estudante que morreu no último sábado de leishmaniose visceral, segundo informações do diretor-executivo da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) da Capital, o médico Eugênio de Barros apesar de inicialmente ter respondido bem ao tratamento foi acometida por uma reversão conhecida na literatura médica como caso refratário. A jovem, que estava internada em uma clínica particular de Campo Grande, na metade do ciclo de medicação foi acometida por insuficiência renal e hepática reagindo de forma negativa ao tratamento. “Pode haver casos, que são raríssimos, em que o paciente reage mal ao tratamento, sendo alvo de uma reversão”, argumenta. De acordo com o diretor executivo da Sesau, que está acompanhando o caso com detalhes, o diagnóstico de leishmaniose visceral foi confirmado pelo médico que atendeu a estudante após inúmeros exames clínicos e parasitológicos. Entretanto, como procedimento médico de última instância, ainda estão sendo realizados exames diferenciais, entre eles a cultura da leishmaniose e a inoculação (introdução do princípio virulento no animal) em rato, exames também comprobatórios do diagnóstico. Tais exames estão sendo feitos em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde este é o quinto caso de morte por leishmaniose em Campo Grande. Neste ano, já ocorreram 46 casos da doença em humanos. Em 2002, 14 pessoas morreram vítimas da doença no Estado, desse total, sete óbitos foram registrados na Capital. De acordo com o médico Eugênio de Barros,  a Sesau  intensificou de forma significativa as ações sistemáticas que buscam, de forma monitorar e agir no combate à disseminação da Leishmaniose. “Os resultados de todo o trabalho operacional, educativo e orientativo serão evidenciados a médio prazo”, argumentou a secretária Municipal de Saúde de Campo Grande, Beatriz Dobashi.Os índices da Leishmaniose em animais praticamente triplicaram do ano passado para este ano. Em 2002, foram notificados 731 cães com o quadro positivo para a doença e neste ano, já podem ser verificados mais de dois mil casos. A maior preocupação das autoridades em saúde pública incide na falta de consciência dos donos dos animais que acabam por esconder a doença ou buscar o tratamento. O diretor executivo da Sesau é enfático ao afirmar que o controle da doença está também ligado ao nível de educação e consciência da população. A estimativa da Sesau é que de 20%  da população canina de 130 mil cães da Capital esteja infectada. De acordo com o médico Eugênio de Barros a cidade não se encontra em epidemia. “Todas as medidas necessárias para o controle da doença estão sendo empreendidas. Mapeamos as áreas de ocorrência, treinamos os agentes comunitários para ações de orientação e coleta de sangue de animais, fizemos o levantamento da prevalência canina durante a última campanha de vacinação anti-rábica, direcionamos mais de mil pessoas, entre agentes, técnicos, biólogos, veterinários  para ações preventivas e de controle da epizootia e alem disso, intensificamos os mutirões de limpeza.”, assinala Eugênio de Barros.  

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