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Estresse é vilão dos 'hipertensos silenciosos', alertam médicos

28 janeiro 2010 - 16h37

A hipertensão é uma doença mais comum do que se imagina. O Ministério da Saúde estima que 35% dos brasileiros acima de 40 anos tenham o problema, caracterizado pela pressão arterial igual ou maior que 14 por 9 (a do presidente Lula chegou a 18 por 12).
Muitas vezes, o paciente já tem a doença, mas não apresenta sintomas. Nesses casos, as crises podem ser deflagradas por situações de estresse.
"O estresse libera substâncias endógenas (produzidas pelo próprio organismo) chamadas catecolaminas, que promovem a elevação da frequência cardíaca e, em paralelo, o aumento no tônus (resistência) vascular, levando a um incremento na pressão arterial", explica Firmino Haag, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz. Entre as catecolaminas mais comuns está a adrenalina.
Além do estresse, fatores relacionados ao estilo de vida podem desencadear a alta da pressão arterial. "Alguns pacientes têm oscilações mediante situações decorrentes de sedentarismo, sobrepeso e má alimentação", afirma Haag.
O consumo de cigarro e álcool, além do excesso de sal, também estão associados à ocorrência das crises, que podem até passar despercebidas. "Em 90% dos casos, não se sente nada e a alta só é descoberta por medição. A crise só é sentida quando a elevação da pressão ocorre muito rapidamente. Caso seja gradativa, a pessoa pode não apresentar nenhum sintoma", diz Celso Amodeo, cardiologista do Hospital do Coração.
Os sintomas desse aumento súbito da pressão arterial podem ir de dor de cabeça e cansaço até outros mais graves como infarto, derrame (AVC) e complicações renais.
O tratamento de uma crise já deflagrada pode implicar um simples repouso ou a administração de medicamentos. "Há uma infinidade de opções de tratamento imediato para estabilização da pressão", diz Haag. "Podem ser administrados diuréticos e medicação para a glândula supra renal, por exemplo."
Os remédios (geralmente sublinguais), porém, são apenas parte do tratamento. "Temos sistemas hormonais que fazem vasoconstrição, e o comprimido faz a vasodilatação. Mas não adianta apenas tomar o remédio. É importante cortar os gatilhos que levaram à crise.", ressalta Amodeo.
IMC e poluição
Um levantamento realizado no ano passado no Hospital Ipiranga, em São Paulo, mostrou que o índice de massa corporal (IMC) acima do recomendado é um dos principais fatores de risco entre pacientes que sofrem da doença. A pesquisa teve como base os prontuários de 537 pacientes atendidos no Ambulatório Multidisciplinar de Hipertensão Arterial entre março de 2006 e maio de 2009.
O IMC apontou sobrepeso em 34% dos casos de ambos os sexos, e 39% apresentaram índice de obesidade. Entre os pacientes atendidos, houve maior prevalência do sexo feminino (63,1%).
Outro estudo, realizado pelo cardiologista Abrão José Cury Jr., do Hospital do Coração, mostrou que a poluição do ar na capital paulista pode elevar a pressão arterial. Essa poluição, causada principalmente pelo intenso fluxo de automóveis, se caracteriza pela combinação de partículas de óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre.
Fatores de risco para a hipertensão
- Consumo de bebida alcoólica
- Histórico familiar da doença
- Excesso de peso
- Consumo excessivo de sal
- Diabetes
- Alimentação inadequada
- Negros

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