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Esteróides ajudam a evitar abortos, diz pesquisa

20 junho 2005 - 13h29

A ingestão de pílulas de esteróides no período da concepção pode ajudar mulheres a evitar abortos naturais, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Liverpool. Os responsáveis pelo estudo, apresentado na Conferência Européia da Sociedade de Reprodução Humana e Embriologia, na Dinamarca, já ajudaram algumas mulheres com histórico de vários abortos a engravidar.Acredita-se que o esteróide atue bloqueando células do sistema imunológico que, em algumas mulheres, parecem impedir que o feto se prenda às paredes do útero durante o período de gestação.Os cientistas, no entanto, ressaltaram que é preciso ampliar as pesquisas para estabelecer a relação definitiva entre os esteróides e uma gravidez de sucesso.Pesquisas anteriores mostraram que, em parte das mulheres que sofrem abortos espontâneos com freqüência, o número de células do sistema imunológico no útero as chamadas células assassinas naturais é muito maior do que o normal, geralmente na faixa de 5%.A médica Siobhan Quenby e o resto de sua equipe, do hospital feminino de Liverpool, acredita que essas células podem atacar o embrião, impedindo que ele se prenda às paredes do útero e interrompendo a gestação.Essas células têm receptores para hormônios esteróides em sua superfície, o que levou os cientistas a questionar se remédios à base de esteróides poderiam evitar abortos.Os cientistas estudaram 110 mulheres com histórico de abortos freqüentes por razões desconhecidas. Eles retiraram amostras da parede do útero das voluntárias para identificar a quantidade dessas células assassinas. Ao todo, 33 mulheres apresentaram número superior ao normal, e 29 delas iniciaram tratamento com o esteróide prednisolone (pílulas de 20 mg) por 21 dias, a partir do início do ciclo menstrual.Quando os cientistas coletaram uma segunda amostra do endométrio, depois do tratamento, o número de células assassinas na parede do útero havia diminuído."As mulheres tinham 14% dessas células, em média, antes de iniciado o tratamento. Com o uso dos esteróides, esta porcentagem caiu para 9%", disse Siobhan Quenby.Agora que os cientistas já provaram que os esteróides podem diminuir o número de células assassinas dentro do útero, eles querem definir se o tratamento faria diferença no número de abortos.A equipe da doutora Quenby já aplicou o tratamento com sucesso em algumas pacientes. A primeira foi uma mulher que sofreu 19 abortos e teve um bebê em 2002 depois de receber o esteróide. Desde então, outras duas mulheres já tiveram filhos usando o tratamento, e três estão grávidas. A médica disse que agora é preciso provar a teoria com um teste mais amplo. Ela pretende recrutar 700 voluntárias para participar do estudo. Metade delas receberia o esteróide, e a outra metade receberia um placebo.Os testes podem começar já nos próximos meses.

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