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Estatais ameaçam greve no primeiro ano do governo Lula

11 outubro 2003 - 14h23

Os funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras ameaçam deflagrar uma greve conjunta no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro ex-metalúrgico e ex-sindicalista a presidir o país.Numa ação inédita, os sindicatos de representação dos bancários e petroleiros decidiram se unir para pressionar o governo a repor as perdas salariais acumuladas no governo de Fernando Henrique Cardoso. Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o impasse nas negociações pode levar a uma greve "forte e unificada em todo o país"."Por que chegar a esse ponto em empresas que deveriam ser as primeiras a dar exemplo de responsabilidade social para com seus trabalhadores? Esperamos que as direções do Banco do Brasil e da Petrobras revejam sua posição e façam propostas salariais que contemplem as expectativas dos seus empregados", diz nota divulgada pela maior central sindical do país. Apesar de pertencerem a categorias profissionais distintas, bancários e petroleiros enfrentam dificuldades para arrancar reajustes das principais estatais federais. A Folha Online apurou que os sindicatos dos funcionários das estatais esperavam que uma negociação salarial mais tranquila no governo Lula. Muitos dos atuais diretores do BB, Caixa e Petrobras saíram do movimento sindical. Parte deles integrava até o ano passado a direção dos sindicatos de representação dos trabalhadores.No entanto, o BB se recusa a pagar o reajuste de 12,6% negociado pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A instituição se compromete a pagar esse índice somente para 11 mil --dos 79 mil funcionários-- que ganham o piso de R$ 798.A negociação dos funcionários da Caixa ainda não acabou. Na próxima segunda, a comissão de funcionários da instituição avalia a proposta de reajuste de 12,6% sobre o salário base e a gratificação de função dos 55 mil funcionários.Já a Petrobras ofereceu 10,7% de reajuste, índice inferior ao aumento de 22,3% reivindicado pelos 35 mil petroleiros.Sem sinais de acordo, os bancários do BB e da Caixa já marcaram assembléias com indicativo de greve para segunda-feira. A idéia é decretar greve geral a partir de terça-feira.Os petroleiros --que realizam assembléias de segunda a sexta-feira--, ameaçam entrar em greve já a partir da próximo segunda. Antes disso, a categoria deve realizar protestos e atrasos em conjunto com o calendário de mobilização dos funcionários do BB e Caixa.Outro ladoA Petrobras não se pronunciou sobre o assunto. Segundo a estatal, os petroleiros ainda não comunicaram oficialmente a rejeição da proposta de reajuste.Caixa não comentou o assunto. Já o BB informou que a maioria das reivindicações da categoria é atendida pela proposta da instituição, que oferece 6% de reajuste sobre o salário base de quem ganha acima do piso e nenhum aumento sobre o comissionamento do funcionário.

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