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Estágio para estudantes com deficiência

09 fevereiro 2010 - 14h00

Há uma década, o CIEE ampliou a abrangência dos seus serviços de inclusão profissional de jovens no mercado de trabalho para atender os estudantes com deficiência. Trata-se de um segmento da população brasileira que se encontra ainda mais distante do mercado de trabalho. Os obstáculos não são tão pequenos quanto à falta de rampas ou de banheiros adaptados para o uso dos cadeirantes – isso se resolve com uma rápida reforma –, mas estão instalados no campo das ideias.
As empresas ainda hesitam na hora de abrir suas portas para treinar estudantes com deficiência por desconhecer seu potencial: eles não precisam de caridade, mas de oportunidade. Daí saiu o lema que orienta o Programa CIEE para pessoas com deficiência, que já beneficiou 7,5 mil jovens com vagas de estágio. Não foram poucos os gestores que nos narraram que sentiram receio ao receber esses estudantes e que todo o preconceito foi por terra após os meses iniciais de integração com o novo colaborador.
Os estudantes com deficiência são poços de otimismo e inspiram os outros funcionários a vencer as pequenas dificuldades do dia a dia. Vale sempre ressaltar que estes estagiários não são contabilizados na lei nº 8213/91, que obriga empresas com mais de cem funcionários a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com deficientes. O estágio, entretanto, é a opção ideal para empresas que querem treinar seu futuro colaborador para efetivá-lo com um maior grau de acerto.
Além de facilitar a inclusão desses jovens, com cadastramento e encaminhamento de candidatos a vagas no perfil, o CIEE realiza uma série de ações para sensibilizar as empresas. Em São Paulo, por exemplo, a entidade promove o Encontro de Empregabilidade da pessoa com deficiência visual, em parceria com a Fundação Dorina Nowill para cegos. Neste ano, especialistas em ferramentas tecnológicas explicaram em palestra alguns recursos que facilitam o uso de computadores por deficientes visuais. A sociedade ainda está muito carente de informação, somente isso explica a resistência do mercado à força produtiva dos deficientes.
Um estudo publicado no ano passado identificou que, até abril de 2008, apenas 31% das vagas obrigatórias haviam sido preenchidas pelo comércio paulista. Em outros setores, os índices são levemente mais animadores, com 40,5% de cotas preenchidas nas indústrias e 53,5% nos bancos. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, na época estavam empregados 348,8 mil pessoas com deficiência ou 1,25% do total dessa população.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp



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