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PÓDIO

MS brilha no Brasileiro de Canoagem Maratona e conquista 16 medalhas

23 novembro 2020 - 14h16Por Da Redação

Mato Grosso do Sul brilhou na 28ª edição do Campeonato Brasileiro de Canoagem Maratona ao conquistar 16 medalhas. As disputas da primeira e única competição nacional da modalidade maratona ocorreram nas águas do Rio Paraguai, em Corumbá, no último final de semana, dias 21 e 22 de novembro. 

A delegação sul-mato-grossense foi composta por canoístas da Associação Luso Brasileira – Clube Estoril, de Campo Grande, e do Clube de Canoagem de Aquidauana (CCA).

Das 16 condecorações obtidas, três foram de ouro, seis de prata e sete de bronze. De acordo com a Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul (FCaMS), organizadora do evento com supervisão da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), participaram 83 atletas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul.

As disputas ocorreram em percursos de cinco, 10 e 20 quilômetros, em 31 provas, nas categorias infantil, menor, cadete, júnior, sênior, máster (A, B, C e D) e open, e na canoagem adaptada/paralímpica nas categorias L1, L2, L3 e open. Os tipos de embarcação foram caiaque (classes K1 escola, K1/K2 e K1 (embarcação até 4,5 metros) e canoa (C1 - individual/C2 - dupla). Já na paracanoagem, caiaques foram remados nas classes K1 (individual), V1 e turismo.

Um dos destaques da competição foi Edgar Silva Balbuena, atleta integrante do programa Bolsa Atleta, concedido pelo Governo do Estado, via Fundesporte. O bolsista terminou na terceira colocação da prova K1 20 km masculino sênior, uma das mais esperadas e difíceis do Brasileiro. O sul-mato-grossense dividiu pódio com dois atletas olímpicos: Roberto Maehler e o cubano, agora naturalizado brasileiro, Jorge García, segundo e primeiro colocados, respectivamente. Ambos estiveram nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro (RJ), brigam por vaga em Tóquio-2021, mas não intimidaram Balbuena.

“É muito bom poder voltar a competir, ainda mais remando ao lado de dois atletas olímpicos. Fiquei em terceiro e subi no pódio com eles com muita honra. A presença deles não me amedrontou, treinei bastante para remar os 20 quilômetros, dei meu máximo na prova e o resultado veio, estou muito feliz”, conta Balbuena, apelidado de "Massa" pelos colegas da canoagem.

Para ele, o Bolsa Atleta é um incentivo a mais para continuar conquistando medalhas em competições nacionais e até internacionais de canoagem. “O Bolsa Atleta é muito importante para nós atletas. Se não tivesse esse auxílio, eu não teria todo esse desempenho na maratona, também em outras competições, como na modalidade descida. Posso dizer que mudou minha vida como atleta”.

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