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FUTEBOL

Apenas 13 jogadores ganham mais de R$ 500 mil no Brasil

15 dezembro 2019 - 20h52Por Globoesporte.com

Com 11.683 atletas com contratos ativos registrados na CBF em 2018 – destes, apenas 132 mulheres -, os clubes brasileiros arcaram com salários da ordem de R$ 1 bilhão. O custo envolve valores na carteira de trabalho, sem considerar direitos de imagem, que podem representar até 40% dos vencimentos, mas aponta a desigualdade não só de gênero – com apenas 1,1% dos contratos a jogadoras profissionais – como entre atletas profissionais.

Do total de R$ 1 bilhão em salários CLT anuais, apenas 7% dos atletas concentram 80% destes valores - ou seja, uma fatia de R$ 800 milhões para poucos. Os dados são parte de extenso estudo “Impacto do futebol brasileiro”, realizado pela consultoria Ernst Young para a CBF.

A diferença fica ainda mais nítida ao recortar os salários da região Sudeste, que tem 39% dos atletas profissionais (Nordeste, com 21%, e Sul, com 20%). Em média, um jogador profissional de futebol na região Sudeste recebe R$ 15 mil. Na região Norte, com apenas 9% dos atletas profissionais, este valor é de R$ 1,2 mil – pouco mais do que um salário mínimo. Outro dado: 89% dos atletas no Norte receberam aproximadamente R$ 1 mil no ano de 2018.

Menos de 1% têm na carteira de trabalho salários acima de R$ 500 mil. São 13 atletas ao todo, de acordo com a EY, que se baseou em contratos registrados na CBF.

O relatório também aponta para o tamanho do setor no produto interno bruto do país. De acordo com os dados coletados pela EY, com clubes, federações, com a própria CBF e outros meios envolvidos na chamada cadeia produtiva do futebol, a modalidade movimenta R$ 52,9 bilhões, o que representa 0,72% no PIB brasileiro. São estimados 156 mil empregos gerados.

"É possível triplicar esta importância do futebol brasileiro no PIB nacional. É o que presidente Rogério Caboclo tem dito. Queremos ser tratados como player fundamental na economia nacional", disse o secretário-geral da CBF no encontro da sede da entidade, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Secretário de Indústria, Comércio e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale participou da reunião e cobrou movimentação do setor para “destravar nós” e trabalhar na expansão econômica do futebol brasileiro.

"Em um ano de governo ainda não recebi nenhum agente deste setor do esporte em Brasília. Só assim podemos destravar nós, tratar de alguma questão trabalhista, na Receita... Nos visitem em Brasília. Só vocês (do esporte) podem dizer o que estão trabalhando. O estudo mostra que mesmo na pior crise econômica da história é um setor que segue em crescimento", disse o representante do ministro Paulo Guedes, que foi convidado, mas não foi à reunião.

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