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ESPORTE

Alemanha vira inspiração de Dunga para convocação e tática da Seleção

22 agosto 2014 - 19h00

Dunga convocou a seleção brasileira pela primeira vez em sua segunda passagem no cargo na última terça-feira. As entrelinhas de sua entrevista coletiva serviram para mostrar que, embora a CBF não admita com tanta facilidade, a Alemanha virou, sim, exemplo ou até inspiração, pelo menos dentro do campo. A equipe que encantou na Copa do Mundo por seu futebol e sua simpatia foi citada, direta ou indiretamente, cinco vezes pelo novo treinador.

Desempenho coletivo, jogadores em grandes clubes, mescla de experiência e juventude, versatilidade no ataque e sistema tático. Sobre esses temas, Dunga usou os alemães como referência. Em nenhum momento a seleção europeia foi citada na pergunta. Foram respostas espontâneas, que indicam disposição em se espelhar nos campeões.

Questionado sobre o desafio de comandar o Brasil pela segunda vez e como estava sendo o início de seu trabalho, Dunga disse esperar que chegue logo a "melhor parte", que é atuar dentro do gramado. E ressaltou uma lição deixada pela última Copa do Mundo.

- Viver uma Copa do Mundo fora do Brasil é uma coisa, mas agora tivemos oportunidade de refazer nosso pensamento sobre como é importante ter as partes individual e coletiva. A Copa trouxe para muito perto de nós essa observação do trabalho coletivo. Elogiamos tanto a Alemanha, a continuidade, o trabalho a médio e longo prazo, e agora vamos ter a oportunidade de fazer esse trabalho.

O treinador usou os europeus até mesmo para defender a qualidade dos jogadores brasileiros depois do vexame na semifinal da Copa, quando a Alemanha goleou por 7 a 1 o time treinado por Luiz Felipe Scolari. Ao manter 10 jogadores que disputaram o torneio entre junho e julho, Dunga disse que não adiantava criar "terra arrasada".

- Nós somos competitivos por natureza. Se observarmos bem, na última semifinal da Liga dos Campeões, tínhamos 10 jogadores brasileiros. Acredito que eles, assim como todos nós, queiram ver uma seleção vibrante e vencedora - disse o comandante, mais uma vez utilizando o futebol europeu como parâmetro para elogiar seus atletas.

O campeão Real venceu o Atlético no clássico de Madrid, na final da Liga. Nas semifinais, eles bateram Bayern de Munique e Chelsea. Entre os jogadores que foram agora convocados por Dunga, participaram Filipe Luís, Miranda, David Luiz, Ramires, Oscar e Willian. Isso sem falar em Marcelo e Dante, que disputaram o Mundial com Felipão, mas não figuraram nessa nova lista.

Pouco depois, Dunga foi questionado por ter convocado a seleção com média de idade mais elevada da Copa de 2010, na África do Sul. Naquela ocasião, ele abriu mão de convocar as revelações Neymar e Ganso, que encantavam com a camisa do Santos, e jovens como Alexandre Pato. O perfil do grupo que formou contava com reservas mais experientes como Gilberto, Josué, Kleberson, Júlio Baptista e Grafite.
O técnico afirmou que não vai seguir um modelo para formar a Seleção daqui até 2018. E quem se tornou exemplo de mescla de juventude e experiência? A Alemanha, é claro.

- Não podemos excluir jogadores pela idade. Depende da qualidade. Se fosse por exclusão, a Alemanha não traria o Klose nem o Lahm. Eles tiveram oportunidade de mesclar. Se os jovens tiverem um rendimento que consideramos ideal, vão permanecer.

A lista de Dunga para enfrentar Colômbia e Equador, nos dias 5 e 9 de setembro, nos Estados Unidos, não tem nenhum centroavante de origem. Diego Tardelli, Hulk, Ricardo Goulart e até Neymar são jogadores que mais se aproximam de poderem executar a função, mas nenhum deles tem as características que o brasileiro se habituou a ver na Seleção, em jogadores como Ronaldo, Romário, Adriano, Luis Fabiano e Fred.

Mais um pretexto para a Alemanha surgir na coletiva. Para Dunga, hoje em dia não se pode ficar preso à necessidade de um centroavante de origem. E o modelo disso é Thomas Müller, vice-artilheiro da última Copa do Mundo, com cinco gols.

- Para se ter uma ideia clara, o Müller jogou os primeiros jogos como referência, e depois atuou pelo lado da área. Temos jogadores que podem fazer essas funções.

Por fim, Dunga explicou como gostaria que a seleção brasileira jogasse sob seu comando. A Alemanha foi apenas parte da resposta que incluiu os sistemas táticos das principais equipes europeias. Pelo menos na teoria, bem diferente do que tem sido visto no Brasileirão.

- Eles jogam num espaço muito curto, com a marcação muito fechada. Marcam e criam espaços para fazer o contra-ataque. Há participação de todos os jogadores, eles defendem e atacam com 11, diminuem o espaço do adversário e têm aceleração no momento certo.

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