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Escuta telefônica está por trás de insinuações de uso político do PCC

09 agosto 2006 - 14h02

O presidente da República, Lula, disse hoje que o secretário de segurança de São Paulo, Saulo de Castro, "deveria ser mais sensato ao abrir a boca". O secretário, nos últimos dias, tem insinuado supostas ligações do PT com o crime organizado (leia-se PCC). O mais importante, nessa troca de chumbo entre setores do PSDB e do governo federal, é o que não está sendo dito. E que Terra Magazine revela linhas abaixo: são trechos de uma conversa entre dois criminosos ligados ao PCC em que um deles diz ser portador de uma ordem para "matar politicos" de uma "câmera municipal" e "PSDB". O documento até agora não revelado ao público é o pano de fundo, embasa essa escalada verbal e a troca de acusações entre setores do governo paulista, do PSDB, e do governo federal desde 12 de julho. Classificado como "confidencial", no setor de Inteligência em São Paulo - onde Terra Magazine obteve uma cópia - e "ultra confidencial" na área de Inteligência em Brasília, o documento contém porções da conversa grampeada entre dois "homens não identificados", e por isso mesmo chamados de "HNI 1" e "HNI 2". Homens do PCC. A conversa foi grampeada pela polícia de São Paulo às vésperas de, coincidência ou não, o assunto vir indiretamente a público. Dia 12 de julho a conversa estava transcrita e a secretaria de segurança de São Paulo já tinha ciência do teor. Sem que jamais o documento fosse citado naquele dia, ou nas trocas de acusações desde então, no mesmo 12 de julho o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) insinuou, pela primeira vez, supostas ligações entre o PT e o PCC. No dia seguinte, 13 de julho, o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, avançou. Questionado sobre as declarações de Bornhausen afirmou existirem "indícios" de ligação entre o PT e o PCC. O candidato à presidência, Geraldo Alckmin, perguntado, contou ter identificado "coisas estranhas" nas ações do PCC. Foi, então, bem mais evasivo do que na entrevista de anteontem ao Jornal Nacional. A William Bonner e Fátima Bernardes disse perceber sinais de "guerrilha" na ações do PCC. Isso depois de ter afirmado e reafirmado nos últimos dias estranhar a "coincidência" entre as ações e o período eleitoral.  

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