A Escola Erasmo Braga comemorou ontem 69 anos de atuação em Dourados. A instituição realizou ontem à noite um evento de comemoração que homenageou também os 100 anos de imigração japonesa no Brasil com danças e comidas típicas. Foram homenageados alunos e ex-alunos japoneses e famílias japonesas que passaram pela escola, entre elas Nozu Imada, Hirota, Dokko, Matsubara, Ishibashi, Mizuguti, Akatsuka e Rosa Utida.
Os preparativos duraram um bimestre inteiro, com aulas sobre a cultura japonesa, incluindo práticas de mangá, origami e ikebana, até a chegada das famílias no Brasil e no município. Serão lembrados pelos alunos a economia, como a piscicultura e a produção dos hortifrutigranjeiros que tiveram contribuição dos japoneses principalmente no avanço de tecnologias.
Os quarenta e cinco professores da Escola estarão vestidos à caráter e todos os 700 alunos vão estar presentes e, de alguma forma, homenagear essa comunidade marcante em nossa região e que contribuiu, sobremaneira, para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural do município.
Conforme informou ao Dourados News a coordenadora da Escola, Maria Rodrigues da Costa, durante as homenagens, cada representante de uma família será presenteada com um bíblia cristã transcrita para a língua japonesa. Também haverá a apresentação do Canto Coral da Escola, formado por estudantes do 1º ao 5º ano, e a celebração de um culto de louvor pelo Pastor Izaías Cunha, da Igreja Presbiteriana Central de Dourados.
EM DOURADOS
Hoje, vivem em Dourados aproximadamente 6 mil japoneses, entre descendentes e pioneiros. Dois grandes momentos da imigração japonesa no município devem ser destacados: em 1947, quando chegaram aqui profissionais de várias áreas e que se estabeleceram na região urbana da cidade; e em 1953, com a chegada de imigrantes que se estabeleceram na zona rural.
Em homenagem à imigração, parte das ruas Toshinobu Katayama, Joaquim Teixeira Alves e Major Capilé serão transformadas e ganharão aspectos da cultura oriental que incluem iluminação, canteiros, arborização e outras inovações.
A região escolhida é a mesma que sedia o Clube Nipônico, com o objetivo também de fazer com que o local sirva novamente de ponto de encontro para as famílias douradenses.
O projeto de revitalização foi desenvolvido pela arquiteta e urbanista Juliane Botelho de Lima e possui três eixos: o que diz respeito ao aproveitamento do espaço para o lazer; do espaço para contemplação e do espaço para passeios.
Serão trabalhadas obras com a valorização da madeira, da água e das pedras, características da cultura oriental. Neste contexto, entram ainda canteiros com plantas ornamentais do oriente, espelhos d’água com peixes típicos do Japão, como a carpa, e outros ornamentos nipônicos.
NO BRASIL
A imigração japonesa no Brasil começou no início do século XX, como um acordo entre o governo japonês e o brasileiro. Hoje, o Brasil abriga a maior população japonesa fora do Japão, com cerca de 1,5 milhão de pessoas.
O município com maior número de japoneses e seus descendentes no Brasil é São Paulo. Estima-se que vivam 326 mil japoneses nesta cidade. Em termos de porcentagens, os municípios de Assaí no Paraná e de Bastos em São Paulo são os mais japoneses com, respectivamente, 15% e 11,4% de seus habitantes possuindo origens no Japão.
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