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Saúde e Bem-estar

Entenda a Depressão Infantil

11 fevereiro 2020 - 08h20Por LUCIANE SPERAFICO
A Psicoterapeuta, Mestre em Psicologia, Luciane Sperafico explica um pouco mais sobre a Depressão Infantil. O transtorno mental que mais atinge pacientes no mundo se aproxima das crianças, mas pode ser tratado. E, quanto mais cedo, melhor!
 
Nos últimos 10 anos, de acordo com a OMS, o número de diagnósticos em crianças entre 6 e 12 anos passou de 4,5 para 8%, o que representa um problema ascendente. A Depressão infantil é caracterizada pela presença dos seguintes sinais e sintomas, os quais podem se apresentar de forma mascarada: baixo desempenho escolar, pouca capacidade para se divertir (anedonia), sonolência ou insônia, mudança no padrão alimentar, fadiga excessiva, queixas físicas, irritabilidade, sentimentos de culpa, sentimentos de desvalia, sentimentos depressivos, ideação e atos suicida, choro, afeto deprimido, faces depressivas, hiperatividade ou hipoatividade.
 
Até o final da adolescência, uma em cada cinco crianças terão apresentado um episódio depressivo mais ou menos grave.
 
Os pais podem atentar para:
 
Irritabilidade, humor depressivo, perda do interesse na maioria das atividades ou incapacidade de sentir prazer nelas.
Dificuldade de raciocínio ou de concentração.
Falta ou excesso de apetite.
Diminuição ou aumento das necessidades de sono.
Ideias de culpa (a criança se sente culpada de algo que não fez ou, se fez, a culpa é exagerada) ou de menos valia (excessiva desvalorização de si mesmo).
Diminuição da atividade psicomotora (ou seja, das ações motoras dependentes de estimulação mental).
Sensação de falta de energia.
Ideias de morte ou suicídio ou tentativas de suicídio.
Desinteresse em atividades sociais, como ir à escola, brincar com os amigos ou com brinquedos.
Perda de energia física e mental.
Reclamações por cansaço ou ficar sem energia.
Sofrimento moral ou insatisfação consigo mesmo, sentimento de que nada do que faz está certo.
Sentimento de rejeição.
 
Diagnóstico
 
Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (APA), para se fazer o diagnóstico, requer-se a primeira condição acima (irritabilidade, humor depressivo, perda do interesse na maioria das atividades ou incapacidade de sentir prazer nelas) associada a pelo menos quatro dos sintomas seguintes.
 
É importante ressaltar que os conceitos psicopatológicos infantis ainda não são muito precisos e uníssonos, como são os dos adultos. Podemos citar como exemplo a ampla terminologia usada: transtorno, desordem, alteração, comportamento anormal, conduta desajustada, hiperatividade etc. Tais termos são encontrados, usualmente na literatura científica, como sinônimo.
 
Os pais devem procurar ajuda psiquiátrica e psicológica para os filhos sempre que:
 
Observarem que quadros de tristeza se prolongam excessivamente ou são desproporcionalmente profundos
Quando percebem um desânimo persistente e, mesmo, dificuldades ou desmotivação para "curtir" a maioria das atividades das quais a criança ou o adolescente gostavam.
Se junto com estes sintomas, conforme mencionado acima, surgirem alterações de sono, apetite, ideias muito tristes ou pessimistas (que, entretanto, a criança pode não expressar ou pode mesmo negar), dificuldades de se concentrar, dificuldades de dormir ou sono excessivo.
 
De modo geral, sempre que os pais desconfiarem que "algo está errado" no comportamento de sua criança deve procurar um especialista. Pessoas leigas frequentemente acham que há alguma doença, quando há apenas alguns sintomas isolados ou o contrário, deixando de "diagnosticar" quando existe um problema médico real. Entretanto, se houver presença de algum transtorno, é muito importante que o tratamento seja feito o quanto antes.
 
A escola vai exercer um papel importante no diagnóstico, pois quando se instala uma Depressão Infantil em uma criança, os primeiros sinais são o baixo rendimento escolar e a dificuldade em realizar as tarefas, devidos à falta de concentração.
 
Entre as terapias que podem ajudar no tratamento da depressão, estão:
Terapia comportamental-cognitiva: focada nos pensamentos e atitudes da criança que podem propiciar e/ou manter a depressão;
Terapia interpessoal: visando melhorar problemas de relacionamento que podem estar envolvidos na gênese e manutenção do quadro;
Como é o tratamento para a depressão infantil?
 
A intervenção para a Depressão Infantil é ampla. O médico, o psicólogo, pais e professores estarão envolvidos nesse processo. Deve-se buscar tantas informações quantas forem necessárias, pois somadas, em muito ajudarão aos profissionais a realizar uma intervenção mais eficiente. Conhecer as amizades da criança, seus gostos e desejos, suas críticas, fantasias é obrigação de todos os que intervêm nessa criança. Pedir a colaboração dos pais e professor é fundamental.
 
O tratamento da Depressão deve estar baseado em dois pilares: o medicamentoso e a psicoterapia. Esta última é imprescindível, pois em muitas depressões leves a psicoterapia é suficiente para curá-la. Em depressões mais graves, devemos associar o tratamento medicamentoso com o psicoterápico.
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Sobre a Profissional - LUCIANE SPERAFICO”

* Mestre em Psicologia

* Psicanalista

* Psicopedagoga

* Pedagoga e Neuropedagoga

* Especialista Em Neuropsicologia

* Atualização Em Reabilitação Neuropsicológica

* Especialista Em Educação Especial com ênfase em Autismo

* Especialista Em Psicoterapia Cognitivo Comportamental

Screener da Síndrome de Irlen

*Analista Comportamental DISC pela SLAC

* Coach de Carreira &Coach Vocacional

*Facilitadora da metodologia LEGO SERIOUS PLAY e POINTS OF YOU

*Tutora Cogmed- Treinamento de Memória Operacional &Treino Cognitivo (Atenção)

*Formação em Psicologia Positiva e Terapia do Esquema

*Atualização em Mindfulness 

Fonte:
-Thapar A, Pine DS, Leckman JF, Scott S, Snowling MJ, Taylor E - (eds.) Rutter´s Child and Adolescent Psychiatry, 6th Edition, 2015, Kindle Edition.
-Ana Carolina Addario/depressão-infantil

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