Algumas centenas de crianças foram infectadas com o vírus HIV propositalmente na Líbia, disseram especialistas a um tribunal que julga cinco enfermeiros búlgaros e um médico palestino acusados de espalhar a doença. Cinco especialistas em HIV/AIDS disseram ao tribunal em Tripoli que defendem sua pesquisa de 61 páginas, onde sustentam que as infecções foram propositais. De acordo com o site Terra, até agora cerca de 50 crianças morreram infectadas. Os homens já haviam sido julgados e condenados anteriormente a morte por fuzilamento. O relatório foi considerado prova naquele julgamento, que acabou com seis condenações de infecção de 426 crianças libianas. Em dezembro de 2005 a suprema corte reverteu as condenações, baseadas em confissões. "Esta pesquisa é real e nós estamos sendo honestos ao divulgá-la", disse Othman Shabani, um médico do hospital onde ocorreram os incidentes. A Líbia afirmou que os enfermeiros poderiam ser libertados caso a Bulgária pagasse US$ 5,5 bilhões para compensar as crianças e suas famílias.
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