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Enfermeiras denunciadas por exercício ilegal da Medicina

28 outubro 2004 - 11h15

Duas enfermeiras da rede pública de saúde em Campo Grande foram denunciadas pelo Sinmed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) por exercício ilegal da Medicina. Juliana Rossini e Amanda Zandonadi de Campos teriam feito encaminhamentos médicos, procedimento restrito a médicos nos postos de saúde onde trabalham. Juliana trabalha na unidade municipal de saúde do bairro Parque do Sol e Amanda no Posto de Saúde do bairro Buriti, segundo informações do departamento pessoal da Secretaria Municipal de Saúde. Elas são acusadas de realizar encaminhamentos médicos sem autorização ou habilitação para a atividade, conforme consta no boletim de ocorrência registrado no 5º DP (Distrito Policial) da Capital. De acordo com delegado Fernando Vilas de Paula, do 5º DP, o sindicato encaminhou a denúncia ao CRM/MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) que mandou o caso para a delegacia. O delegado esclarece que as enfermeiras não chegaram a aplicar medicamento ou emitir receita médica, mas realizaram encaminhamentos médicos. O presidente do CRM/MS, Marcos Paulo Tiguman, explica que o posicionamento das enfermeiras compromete a intervenção médica. “Qualquer paciente que ouvir essa história vai ficar indignado, porque o paciente pode ser encaminhado para um local inadequado”, ressalta Tiguman. Segundo o presidente do Conselho, antes de ser feito o encaminhado médico, é necessário que a pessoa seja examinada e somente após o diagnóstico da patologia o paciente pode ser transferido aos cuidados de outro profissional. “Isso não é de competência de um enfermeiro”, destaca Tiguman. Há quatro dias Matheus Oliveira dos Santos, 11 meses de vida, morreu a caminho da Santa Casa de Campo Grande após ter peregrinado à procura de atendimento nos postos de saúde dos bairros Moreninha 2 e Universitário. O garoto teve febre alta e foi levado ao posto de saúde do bairro Moreninha 2, onde um médico que afirmou não ser pediatra diagnosticou uma inflamação na garganta. Nos dias seguintes, a família retornou à unidade de saúde e foi informada que não tinha pediatra. No domingo, quando o quadro de saúde de Matheus ficou mais complicado a família fez a última tentativa no PS do bairro. Sem atendimento, a mãe procurou o posto de saúde do bairro Universitário, onde um médico aplicou uma injeção no garoto. Do local, a criança seria transferida para a Santa Casa de Campo Grande, mas quando chegaram ao hospital, constataram que o garoto havia falecido. O presidente do CRM não descarta a possibilidade de os familiares de Matheus terem sido atendidos por enfermeiro, mas pondera que o fato precisa ser avaliado. “Tem que ser avaliado, não pode afirmar antes de analisar o caso, mas não é descartada essa hipótese. Espero que seja coisa rara, se for coisa comum instalou-se o caos”, revela Tiguman.  

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