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Empresários recorrem à Justiça da Bolívia para reaver aviões

05 setembro 2004 - 09h48

Diretores de duas agências de táxi aéreo de Corumbá e uma de Campo Grande tentam há três meses reaver junto à Justiça da Bolívia quatro aeronaves roubadas por seqüestradores ligados ao narcotráfico. Os aviões roubados, que custam em média US$ 100 mil cada, se encontram em poder do Ministério Público de La Nácion Boliviana, emperrados fronte à morosidade da Justiça do país vizinho. Trata-se de monomotores com quatro a seis lugares, destinados ao transporte de passageiros, roubados entre novembro do ano passado e março deste ano. Com o processo judicial em mãos, o empresário Emerson Belaus de Carvalho Pereira, diretor da Amapil Táxi Aéreo, que teve uma aeronave roubada em 17 de março, explicou à reportagem do MidiamaxNews que já esteve três vezes em solo boliviano, desde junho, auxiliado inclusive pelo Cônsul do Brasil na Bolívia, Valsiro Pedro de Lima. Em viagem ao país vizinho, o diretor reconheceu sua aeronave, que foi apreendida junto com outras quatro durante operações da DEA (Polícia dos EUA especializada no combate ao narcotráfico) em conjunto com a FELCN (Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Bolívia), entre os meses de março e maio deste ano. Na mesma situação estão os empresários corumbaenses Francisco José da Silva Boabaid, diretor da Aeropan Táxi Aéreo que tenta reaver uma de suas duas aeronaves roubadas e Getúlio Vitório de Carvalho, diretor da Visa Aerotáxi que aponta que duas de suas aeronaves estão presas no aeroporto de "Jorge Henrich Arauz", no hangar do grupo aéreo 72. As cinco aeronaves recuperadas pelas polícias boliviana e americana estavam em fazendas localizadas no perímetro da cidade de Trinidad, no Estado do Beni, “em atitude suspeita, sendo pintadas ou ainda escondidas”, segundo aponta o processo, de número X-061/2004. O detalhe é que nenhuma das aeronaves possuía seguro contra roubo. O processo judicial, escrito em espanhol, aponta ainda que as matrículas, espécie de chassi das aeronaves, foram alteradas e os aviões receberam novos RAN (Registro Aeronáutico Nacional), de aviões que já não existem. O fato pode ser provado, segundo Belaus, pelos pedidos de vôos solicitados ao Aeroporto. “A máquina da Amapil teve um pedido de vôo solicitado cerca de um mês depois do roubo, com o registro de uma aeronave que não voava há 17 anos”. As cópias dos pedidos e também do processo já estão nas mãos dos empresários, que trabalham juntos na esperança de reaver os aviões. Porém os bolivianos, “novos proprietários das aeronaves”, entraram com recurso na Justiça impedindo a perícia técnica, que deve apontar definitivamente a verdadeira origem das máquinas. Enquanto isso, os brasileiros atêm-se a enviar petições traduzidas em espanhol e lavradas pela embaixada brasileira na Bolívia, que buscam agilidade ao processo. “Falta na verdade um apoio maior por parte do Governo brasileiro”, diz o diretor da Amapil, apontando a deficiência política entre os dois países.  

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