Maria dos Santos, 39, pensionista do Estado e mãe de quatro filhos, deve R$ 3.220 na praça. São dívidas acumuladas desde 97. Boa parte do débito foi renegociada há duas semanas. Agora, ela vai tentar parcelar um débito menor, de R$ 220, que nem é dela. É de uma amiga, da qual foi fiadora.
O caso de Maria dos Santos constata o que as lojas e as instituições financeiras já detectaram. A inadimplência voltou a subir nos últimos dois meses a ponto de deixar em estado de alerta o comércio, a indústria e os bancos.
As causas do atraso nos pagamentos das contas já são conhecidas: a retração da atividade econômica, agora em consequência do racionamento de energia, provoca queda da massa salarial e aumenta o desemprego. E os juros em alta, como forma de manter o interesse do capital estrangeiro no país, que é vizinho da Argentina, em crise, acabam elevando ainda mais o valor das dívidas.
A grande dúvida dos economistas de financeiras e bancos e dos lojistas é se essa alta na inadimplência veio para ficar por vários meses ou se é apenas temporária, como reflexo da queda do ritmo da atividade industrial e dos juros mais altos.
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