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Em MS, Zilda Arns deixou desafio de enfrentar a desnutrição infantil

13 janeiro 2010 - 13h16

“Apesar da dor e sofrimento, o trabalho da Pastoral da Criança continua e vamos nos emprenhar para seguir tudo que ela (Zilda Arns) dizia. Ela foi uma mulher que nos mostrou a paz nas famílias e não apenas aqui no Brasil, mas em todo o mundo, em 16 países”, diz a coordenadora estadual da Pastoral da Criança, irmã Francisca Dias de Medeiros, de Dourados, cidade onde há registros de desnutrição infantil entre crianças indígenas.
Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, morreu no terremoto no Haiti, ocorrido nesta terça-feira (12). A informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira (13) pelo gabinete do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, em Curitiba (PR).
Para a comunidade indígena, Zilda Arns reafirmava a importância do aleitamento materno. Aos membros da pastoral em Mato Grosso do Sul, que são em torno de 1 mil pessoas, a missão de acompanhar cada uma das 18 mil crianças de a 6 anos atendidas. “Ela tinha um carinho muito grande pelos líderes”, diz irmã Francisca Medeiros.
Já Rita de Cássia Samaniego, coordenadora diocesana da Pastoral da Criança em Mato Grosso do Sul, a morte de uma das mais importantes figuras internacionais que fazia a defesa das crianças representa uma perda irreparável, mas ao mesmo deixa uma mensagem de muita luta.
“Ela era coordenadora internacional e prestava serviço aos países da América Latina e por isso estava no Haiti. É uma perda muito grande”, diz Rita Samaniego. “Ela deixava claro que onde está a Pastoral da Criança há menos violência”.
Campo Grande (Arquidiocese), Três Lagoas, Coxim, Dourados, Corumbá e Jardim são as dioceses que contam com pelo menos 150 coordenadores. Toda essa estrutura iniciada em 1983 por Zilda Arns vai continuar os trabalhos. Hoje, os líderes de Mato Grosso do Sul sofrem a perda, esperam notícias sobre a chegada do corpo no Brasil.
Haiti
Zilda faleceu no Haiti, e estava junto com um tenente. Os dois foram atingidos e morreram. Zilda viajou para o Haiti no domingo (10) e realizaria uma palestra às 10h desta quarta-feira na Conferência Nacional dos Religiosos do Caribe. Na quinta-feira (14), teria um encontro com representantes de ONGs e, no dia seguinte, com o arcebispo de Porto Príncipe. O retorno estava marcado para sábado (16).

Zilda Arns Neumann tinha 73 anos, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Ela nasceu em Forquilhinha (SC) e morava em Curitiba. Ela chegou a ser cogitada para o Prêmio Nobel da Paz.

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