O inchaço nos quadros dos partidos que integram a base aliada do governo André Puccinelli (PMDB) deverá ser inevitável com as articulações que estão sendo feitas nos bastidores pelas lideranças políticas.
O fortalecimento dos partidos teve início antes mesmo da posse tanto do governador quanto dos 24 deputados que assumiram a Assembléia Legislativa em fevereiro deste ano.
O primeiro a trocar de partido foi o deputado Professor Rinaldo (Ex-PTdoB), que reforçou a bancada do PSDB na Assembléia, em dezembro do ano passado. Pouco depois foi a vez de seu colega Márcio Fernandes, que tomou o mesmo rumo, em janeiro deste ano, ao deixar o nanico PRTB.
Com essas adesões, a bancada tucana na Assembléia, que elegeu apenas dois deputados – Reinaldo Azambuja e Dione Hashioka – passou a contar com quatro representantes.
No sábado, o PMDB ganhou a adesão da prefeita de Nioaque, Ilca Domingos, que estava sem partido desde que decidiu se desligar do PDT, pelo qual foi eleita em 2004. Especula-se que o deputado estadual Antônio Carlos Arroyo (PR) pode virar peemedebista.
A previsão, a partir da investida dos dirigentes dos partidos da base aliada, além do fortalecimento das fileiras do PMDB, PSDB e PFL depois do sucesso eleitoral nas urnas no ano passado, é comprimir a oposição, conforme os analistas políticos.
Apesar de não ter conseguido filiar mais de um prefeito durante ato político ocorrido, há dias, em Dourados, o PSDB ainda pensa em fortalecer suas bases eleitorais por meio de um ambicioso plano de cooptação partidária.
“Até o fim deste ano, com certeza, teremos mais prefeitos”, profetizou o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e prefeito da cidade de Jateí, Eraldo Jorge Leite, recém-filiado ao PSDB, que recebeu a missão de atrair mais colegas para o ninho tucano.
O PFL, que havia anunciado a filiação de pelo menos seis prefeitos, entre os quais, Marcos Benedetti, de Vicentina, também nutre esperança de ampliar seus quadros. Atualmente, o partido está limitado a três administradores – Marcos Pacco (Itaporã), Luiz Brandão (Laguna Carapã) e Maurílio Azambuja (Maracaju).
Liderado pelo vice-governador Murilo Zauith e pelo deputado estadual Zé Teixeira, o PFL, que passará a se chamar DEM (Democratas), tinha esperança na filiação de Eraldo Leite, mas perdeu espaço para os tucanos.
O PFL havia anunciado que a sigla viraria PD (Partido Democrata), mas optou por apenas um nome e passará a se chamar Democratas.
“Sua filiação era quase certa”, lamentou Murilo, referindo-se ao presidente da Assomasul.
A investida do grupo liderado pelo governador quase atingiu partidos, como o PDT e o PR, que tiveram de agir rápido para impedir uma defecção em suas fileiras.
Ao saber que os dirigentes tucanos estavam de olho em suas bases eleitorais, os presidentes regionais do PDT, João Leite Schimidt, e do PR, deputado Londres Machado, implodiram o plano, aconselhando seus prefeitos a permanecer no grupo. (Conjunturaonline)
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