Entre dobras e nós, as técnicas da Subsecretaria de Políticas Públicas para a Igualdade Racial transformam retalhos em boneca símbolo da resistência do povo afro-brasileiro.
Segundo relatos, as bonecas Abayomi eram confeccionadas nos porões dos navios que transportavam o povo africano para o Brasil na época da escravidão. Em um ato de afetividade para acalentar seus filhos durante as viagens, as mães africanas rasgavam retalhos de suas roupas e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção.
De acordo com a técnica da Subsecretaria de Políticas Públicas para a Igualdade Racial, Angela Epifanio, a oficina tem como objetivo proporcionar aos participantes o contato direto com uma das heranças cultural africana no Brasil, fomentando a discussão da história, da origem e do significado cultural ancestral da Abayomi”.
A oficina faz parte das atividades desenvolvidas pela Subsecretaria durante a campanha “Novembro Negro”, que tem como objetivo desenvolver ações de fortalecimento das Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, com conteúdo e ênfase para a população negra, visando a garantia de direitos e integrando ações de cidadania.
“A palavra Abayomi tem origem no dialeto yourubá, que significa encontro precioso (Abay – encontro e Omi – precioso), o sentido da boneca é a ancestralidade, sem costura, sem marcação de boca, de olhos e de nariz, para o reconhecimento das diversas etnias africanas”, relata Ana José Alves, subsecretária Estadual de Políticas Públicas para Igualdade Racial.
A atividade abre espaço para a troca de conhecimento estimulando as relações sociais, o respeito e o processo criativo. “Iniciamos com uma breve narrativa sobre a história da Abayomi e a necessidade de uma nova construção de sentido de superação para o povo negro brasileiro e as perspectivas que dela se constroem. Posteriormente é iniciada a confecção das bonecas a partir de técnicas de amarrações, laços e nós, ao final da oficina cada criança pode levar a boneca confeccionada para casa”, relata Amirtes Carvalho, técnica da Subsecretaria de Políticas Públicas para a Igualdade Racial. (Com informações do Governo de Mato Grosso do Sul)
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