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Em Corumbá, artista plástico populariza a bovinocultura

01 junho 2006 - 12h57

A bovinocultura, criada pelo premiado artista plástico campo-grandense Humberto Espíndola, vai às ruas, com o projeto Arte a Céu Aberto, criado pelo próprio autor. Ele escolheu Corumbá para iniciar sua proposta de promover a inclusão social também através da arte, visualizando em painéis estampados em prédios, imagens do boi, um dos símbolos da economia de Mato Grosso do Sul.Apoiado pela Lei Rouanet, o projeto inclui também, na seqüência, Dourados e Campo Grande. Em Corumbá, Espíndola escolheu o Edifício Salim Kassar, um dos primeiros prédios construídos no Mato Grosso integrado, em 1954. Situado na rua 13 de Junho, centro da cidade, o edifício de 12 andares abriga também o Cine Tupi (hoje fechado) e se encontrava em más condições por falta de manutenção.Além do painel de 800 metros quadrados, retratando em dois blocos do prédio uma boiada atravessando alagados no Pantanal, o projeto contribui ainda com a revitalização do histórico imóvel, que há 20 anos não recebia uma pintura nova. A arte de Espíndola foi reproduzida da tela para a parede pelo artista Paulo de Tarso.“Infelizmente, nossos museus ainda são uma coisa elitizada, por conta da própria tradição cultural do Brasil”, diz Humberto Espíndola, 63 anos de idade. “Mas a tendência é levar essa arte para a rua, seguindo o exemplo do muralismo mexicano, permitindo o acesso da população, dando visualidade ao que se expõe em quatro paredes”, completa.Para o executor do projeto, Diogo Rodrigues, a iniciativa do artista democratiza as artes, expondo-as ao cidadão comum. “É um presente para os corumbaenses”, comenta. Numa segunda fase, o projeto será executado no prédio do moinho (também construído na década de 50), em Dourados, e no Hotel Jandaia, na Capital. Tem apoio do senador Delcídio do Amaral (PT), da TAM e da Eletrobrás. A bovinocultura completa 40 anos e o tema, diz Espíndola, continua atual, polêmica. “O boi não é só rude, de manejo, mas é estético, belo, plástico, hoje geneticamente perfeito. É mais um animal que vive no Pantanal, como o tuiuiú, a garça, a arara azul. É um animal que está ali há 500 anos, chegou com os primeiros colonizadores, se adaptou ao Pantanal e veio a colaborar com o ecossistema”, expressa o artista.

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