Foi eleito no final desta manhã, por unanimidade, o grupo de consenso que vai comandar a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Campo Grande pelos próximos dois anos. Veterano, em terceiro mandato, o vereador Edil Albuquerque (PMDB) foi eleito presidente. Diferente de outros presidentes, ele terá uma missão especial: assumirá a prefeitura nas ausências do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), uma vez que a vice-prefeita Marisa Serrano (PSDB) foi eleita senadora.
Edil disse que tem consciência da atribuição, mas não foi determinante para postular o comando da Câmara. Ocupante das secretarias de Finanças e Administração e Casa Civil na gestão de Juvêncio César da Fonseca, disse ter bagagem sobre o funcionamento do Executivo. Porém destacou a boa estrutura e saúde financeira da Prefeitura, o que torna a tarefa mais fácil.
Ele é aliado do prefeito, de quem teve o apoio, assim como do governador eleito André Puccinelli (PMDB). É a terceira eleição seguida com chapa consensual e voto aberto. Também foram eleitos Grazielle Machado, para primeira secretaria; primeiro vice presidente, Alex do PT; segundo vice-presidente, Clemêncio Ribeiro (sem partido); segundo secretário Paulo Siufi (PRTB). Para Edil, a composição é positiva porque facilita o diálogo.
A formação da chapa vinha ocorrendo havia 45 dias, quando Edil já tinha conseguido 20 assinaturas ao seu nome, lembrou esta manhã. Segundo ele, a chapa só foi concluída esta semana porque faltava a posição do PT. “O vitorioso é generoso”, disse sobre a inclusão da legenda, tradicionalmente oposição ao PMDB. Edil lembrou que o PMDB está no centro do poder, com ocupação de 90% dos cargos, daí abrir espaço ao PT.
Desafios- Tanto Edil como Grazielle apontaram como prioridade discutir a situação do imóvel onde está a Câmara. Há uma disputa judicial sobre o valor do aluguel, arbitrado por juiz em R$ 13 mil, mas chegou a ser mais que o dobro. Não há posição formada se o ideal é continuar no imóvel ou buscar sede própria. É uma polêmica antiga.
Edil diz querer manter as ações que dão certo, citando a Câmara Comunitária, quando parlamentares realizam sessões em bairros. Ele apontou ainda a imagem que a Casa construiu de um “espaço da sociedade”.
O novo presidente, que toma posse no dia 1º de janeiro, elenca como outra tarefa cobrar e acompanhar a briga por recursos federais para a Capital. Ele lembra que muitos se elegeram com votos de eleitores de Campo Grande e devem retribuir com ações pela cidade.
Também será tarefa de Edil, logo de início, empossar os quatro suplentes de vereadores que foram eleitos deputados. O ano legislativo começa dia 2 de fevereiro.
Trajetória- O presidente eleito da Câmara tem 57 anos, é casado e tem três filhos já adultos. Edil é bancário, aposentado em março do ano passado pelo Banco Rural depois de 37 anos no setor. Ele é formado em Ciências Físicas e Biológicas, em Bauru. É a primeira vez que ocupa um cargo na mesa diretora da Câmara.
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