Menu
Busca terça, 27 de outubro de 2020
(67) 99659-5905
JUDICIÁRIO

Vendedores de imóvel devem restituir valor da entrada de contrato rescindido

22 setembro 2020 - 20h20Por Da Redação

Sentença proferida pela 12ª Vara Cível de Campo Grande condenou os vendedores de um imóvel a devolver aos compradores o valor de R$ 50 mil corrigidos monetariamente desde a data do desembolso, acrescidos de juros de mora de 1% ao mês em razão do contrato de compra e venda ter sido rescindido por culpa dos réus.

Alegam os autores que no dia 4 de julho de 2011 adquiriram um imóvel dos réus situado na Vila Manoel Taveira pelo valor de R$ 150 mil. Seguem narrando que transferiram a quantia de R$ 50 mil e, para o pagamento do saldo remanescente, foram solicitados documentos para que fosse liberado um consórcio contratado pelos autores, já que tinham dado lance e foram contemplados. Expõem também que, diante da dificuldade de realização do pagamento pelo consórcio, procuraram a ré para quitá-lo de outra forma, mas ela subiu o preço para R$ 190 mil, o que não foi aceito.

Salientam que então propuseram a rescisão do contrato, mas, passados dois anos, ainda não receberam o dinheiro de volta. Frisam ainda que esperaram a venda do bem para obter a devolução do valor pago, mas sem êxito. Pedem que a ré seja condenada a reparar os danos causados.

Em contestação, os réus defendem que no instrumento de compra e venda consta uma cláusula que estipula a perda do valor pago pelo comprador, a título de indenização, em caso de rescisão por sua culpa. Argumentam ainda que os autores usufruíram do bem por 10 meses, alojando 10 indígenas, os quais eram seus funcionários, não zelaram pela sua conservação e ainda não pagaram o imposto predial. Afirmam que tiveram que gastar R$ 20 mil para a reforma do imóvel, que foi a parte autora quem propôs o valor de R$ 190 mil e que não existia crédito na carta apresentada. Defendem assim que os autores são litigantes de má-fé.

Com relação ao caso, analisou o juiz Alessandro Carlo Meliso Rodrigues que a informação do autor de que tentou sem sucesso por várias vezes que fosse providenciada a documentação necessária para o pagamento pelo consórcio não foi rebatida pelos réus, “tornando-se, portanto, incontroversa, ante o não cumprimento do ônus da impugnação especificada. Referida situação não impugnada é apta para demonstrar que a culpa da rescisão foi sim da parte requerida”.

“Ainda que assim não fosse, basta simples leitura do contrato para perceber que a perda do valor pago a título de sinal ocorreria em caso de notificação do requerente para que efetue o pagamento em quinze dias e sua inércia (cláusula 7), o que não foi providenciado pela parte requerida”, destaca o juiz.

Dessa forma, decidiu o magistrado que a parte ré deve devolver o valor recebido. Já com relação aos demais pedidos, o magistrado negou, pois não restaram comprovados os alegados lucros cessantes e, para o juiz, a situação não configurou abalo moral, mas um desacordo comercial, sem ofensa à honra ou qualquer direito de personalidade da parte autora.

Deixe seu Comentário

Leia Também

INFORME PUBLICITÁRIO
Por que o Tijolo Ecológico é a opção mais segura e econômica do mercado?
TEMPESTADE
Dourados teve ventos mais fortes do ano e nono maior volume diário de chuva
ÁGUA CLARA
Dois são presos com mais de 1,7t de maconha em caminhonete
MARACAJU
Jovem fala para casal discutir em outro lugar e é esfaqueado duas vezes
FINADOS
SES divulga recomendações de prevenção à Covid-19 durante feriado
PROCESSO SELETIVO
MPT/MS encerra seleção a estagiários em Administração, Direito, Jornalismo e TI
TV DOURADOS NEWS
Sem licitação, Semsur realiza trabalho de limpeza com mão de obra própria
CAPITAL
Ladrões furtam pistola e fuzil que procurador esqueceu dentro de carro
PGE
Acordos diretos em precatórios resultam em 28% de economia para MS
IMUNIZAÇÂO
Mais de 60% das crianças ainda não foram vacinadas contra a pólio

Mais Lidas

GRANDE DOURADOS
Cobertura de barracão de cerealista ‘voa’ com o vento; veja vídeo
DOURADOS
Guarda encerra festa organizada por adolescente em plena pandemia, apreende droga e até arma artesanal
DOURADOS
Délia decreta emergência por causa de danos provocados pela tempestade
TEMPESTADE
Chuva e ventos de 46km/h derrubam árvores e levam sujeira às ruas de Dourados