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Recrutadora aponta as cinco mentiras mais comuns em currículos

03 novembro 2017 - 10h59Por G 1

O desespero para conseguir uma vaga de emprego, faz com que candidatos chegam a apelar para mentiras. Mas aquela "melhoradinha" no currículo que parece inofensiva pode riscar o nome de um profissional de vez da lista de possibilidades de contratação de uma empresa.

É o que diz Renata Motone, coordenadora de recursos humanos da companhia de recrutamento Luandre.
Para ela, além de não ter as qualificações requeridas, o mentiroso ainda demonstra falta de ética.

"Frente a tudo que se acompanha no noticiário sobre a vida política no Brasil, a última coisa que queremos incentivar é a mentira".

Veja abaixo quais são as mentiras mais "contadas" pelos candidatos e dicas da recrutadora para fazer marketing pessoal sem maquiar o currículo:

Salário anterior maior

Segundo Renata, há quem minta o salário anterior para tentar ganhar vantagem na hora de negociar a remuneração para o próximo emprego. Ela diz que a estratégia não funciona muito porque existe uma média salarial para cada cargo, que é conhecida pelos recrutadores.

"Ainda estamos num momento de crise, mas ir à mesa de negociação é a melhor maneira. Nunca vimos nenhum caso em que o empregador baixou o salário oferecido porque a pessoa ganhava menos. Os valores já estão estabelecidos previamente", diz.

Falsa fluência em idiomas

Outra mentira comum, de acordo com a especialista, é apontar no currículo um nível de domínio de língua estrangeira mais alto do que de fato se tem.

"A questão é que na primeira prova escrita ou entrevista oral já se nota a diferença entre o real e o que se conta no currículo", afirma.

Ela recomenda ser honesto, já que há vagas em que um inglês intermediário ou básico são suficientes.

Falso voluntariado

Muita gente acha que pega bem ter no currículo experiência como voluntário e engajamento em causas sociais, mas não passa autenticidade na hora da entrevista, diz Renata.

A coordenadora destaca que esse não é um ponto decisivo na maior parte das entrevistas e que só deve constar na ficha de apresentação se a real experiência do candidato puder contribuir com a empresa na qual ele tenta ser contratado.

Universidade 'de ponta'

Renata Motone diz que há candidatos que mentem sobre a universidade em que se graduaram para ganhar status, mas que isso é "bobagem".

Segundo ela, mais importante do que a instituição em que o candidato estudou é que ele consiga comprovar seu conhecimento. "Onde o candidato cursou a faculdade não é um ponto decisório".

Motivo da demissão

Para Renata, não há problema nenhum em admitir que foi demitido. Isso é algo normal no mercado e pode acontecer por motivos bastante variados.

Ela recomenda, porém, que o candidato evite falar mal da empresa anterior, mesmo que o desligamento não tenha sido amigável.

"Tentar atacar o antigo empregador só gera dúvidas ao selecionador sobre o caráter do candidato. O melhor é ser direto sobre o motivo da demissão e ter uma atitude o mais neutra possível sobre o assunto. Nunca demonstre nervosismo ou raiva neste momento", aconselha.

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