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Projeto piloto sobre pesagem de bovinos será executado em MS

31 dezembro 2012 - 14h27

Representantes do setor produtivo da carne e a indústria criaram um projeto piloto para pesagem de animais no frigorífico. A proposta foi apresentada há duas semanas em Mato Grosso do Sul e tem como objetivo realizar a pesagem dos animais em três etapas e aumentar as informações sobre o rebanho para os produtores.

A maioria dos pecuaristas faz o controle dos animais com base no peso vivo do animal, mas no frigorífico o pagamento é feito com base no peso da carcaça. Algumas vezes, há conflitos nos números e os produtores e as indústrias acabam tendo problemas.

Com o projeto piloto, o animal será pesado primeiro logo após o abate, depois da retirada das vísceras e, por último, ao término da limpeza. A proposta deve começar em um dos maiores frigoríficos do estado.

Para o presidente da comissão de pecuária de corte da Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), José Lemos Monteiro, vai ser possível ter dados concretos sobre o rendimento da produção bovina do estado. “Nós vamos metrificar o boi produzido no estado, que é de excelente qualidade. Vamos ter oportunidade de saber o real rendimento da nossa produção”, afirma.

###Na prática
Na propriedade rural de Nedson Rodrigues, localizada em Bandeirantes, a 66 km de Campo Grande, o gado é pesado a cada 90 dias. O produtor cria 6 mil animais, entre rebanho precoce e recria.

O desenvolvimento de cada animal do rebanho é acompanhado de perto e o produtor consegue saber o ganho de peso individual dos animais. “Nós cadastramos o número e o peso dele e cada pesagem sabemos o ganho que ele tem em relação à última”, afirma Nedson.

Os bovinos também passam pela pesagem antes de ir para o abate. Segundo o produtor, a média de ganho de peso dos bois por dia chega a 500 gramas.

Depois do abate, o rendimento dos bois surpreende o pecuarista. “Cada abate tem um rendimento diferente. Às vezes, o animal passa muito além da média. Existe uma variação em relação ao peso do animal vivo e da carcaça”.

De acordo com a Famasul, o boi pode ter em média de 56% a 47% de rendimento de carcaça. Uma diferença alta que preocupa os produtores.

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