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ECONOMIA

Quilo da carne de segunda sobe R$ 5 em um mês em Dourados

03 dezembro 2019 - 11h32Por André Bento

O quilo da carne de segunda ficou pelo menos R$ 5 mais caro em Dourados de novembro a dezembro. Divulgada ontem (2) pelo Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor), pesquisa de preços de 29 produtos que compõem a cesta básica realizada em 10 supermercados da cidade mostra que esse item pode ser comprado por R$ 13,95 ou R$ 25,99.

Nesse mais recente levantamento, foi apontado que o estabelecimento de maior preço está localizado na Avenida Marcelino Pires, próximo ao Terminal Rodoviária Renato Lemes Soares. Já o que cobra mais barato atende na Avenida Presidente Vargas, na Vila Progresso.

O Dourados News consultou as pesquisas divulgadas pelo Procon ao longo do segundo semestre de 2019. Em julho, ele indicava preços entre R$ 7,99 e R$ 19,99 do quilo da carne de segunda. Eles oscilaram de R$ 9,90 a R$ 18,99 em agosto, e permaneceram estáveis em R$ 9,90 e R$ 19,90 entre setembro e outubro.

Em novembro, foi apurada uma pequena alta, que fez os valores chegarem a R$ 10,98 e R$ 20,99 nos estabelecimentos de menor e maior preços.

No mais recente Boletim Casa Rural divulgado pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), é detalhado que a cotação da arroba no Estado “registrou ganhos expressivos no mês de novembro.

“No dia 29/11 a arroba do boi foi cotada a R$ 208,75 e a da vaca R$ 196,46. Houve valorização de 28,40% na cotação da arroba do boi e 29,96% na arroba da vaca em relação ao dia 01/11 quando foram cotadas R$ 162,58/@ e R$ 151,17/@, respectivamente. O momento é de menor oferta de animais terminados e de demanda aquecida, fato que acirra a competição entre as unidades frigoríficas”, detalhou a entidade.

No dia 25, durante visita a Dourados para inauguração do complexo industrial da Coamo, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou que a alta da carne bovina no mercado interno ocorre por um momento passageiro de equilíbrio da cadeia produtiva. Mas ela reconheceu que não será mais possível pagar os preços de dois meses atrás e sugeriu até que o Brasil importe o produto para equilibrar o mercado.

“Tem que lembrar quanto tempo a arroba do boi ficou parada. Ninguém falava que estava barato demais. O produtor rural aguentou muitos anos. Isso é um momento de equilíbrio dessa cadeia produtiva. A cadeia vive um momento de euforia, mas já já esse mercado vai se equilibrar”, afirmou.

Segundo a ministra, “os preços não serão mais os preços praticados há dois meses atrás”, mas com certeza “essa euforia não continua”. “É um momento de ajuste da carne brasileira. O Brasil é grande exportador, mas também pode importar carne, se precisar, para dar equilíbrio ao mercado”, disse.

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