O ano de 2012 acabou de começar e, neste momento de transição, vale tudo. Desde promessas para perder peso até superstições para o time ser campeão. Agora, passado o réveillon, é hora de pôr os planos de mudança em prática. No balanço do ano que passou e no planejamento para o que se inicia, quase sempre a vida profissional está incluída. Daí, surgem dúvidas como “o que está bom?”, “o que preciso melhorar?” e “que caminhos tomar para crescer na carreira?”. Para sair da mera promessa e não confiar apenas na sorte, no acaso e na fé de que as coisas simplesmente acontecerão, é importante traçar metas.
Uma dica de especialistas é definir datas. “Muita gente diz ‘semana que vem começo um regime’. Só que isso é vago. É importante marcar um dia, senão a semana que vem sempre será a próxima. A mesma coisa vale para um planejamento profissional”, observa o coach Paulo Marques. Estabelecido o cronograma, deve-se entrar em ação. “Não adianta pensar e não agir. Somos o que pensamos e sentimos, mas, sobretudo, o que fazemos”, define. Para tirar as ideias do papel, o profissional precisa firmar prioridades. “O ideal é aliar qualidade de vida, desempenho satisfatório e prazer na profissão. Fazer uma avaliação de cenário (veja Passo a passo) e observar os próprios talentos e habilidades. A atividade de coaching ajuda nisso”, diz Paulo.
Pedir o auxílio de um treinador profissional foi o que fez a gerente financeira de uma loja de produtos hospitalares Gilda Carlos, 33 anos. Apesar de já ter nove anos de experiência em empresas médias e grandes, a moradora da Asa Norte está em época de transição na carreira, pois acha que deve continuar procurando qualificação para não se estagnar. Em 2010, ela fez um planejamento de carreira de cinco anos e, desde então, sempre observa o rumo que leva sua vida profissional. “O ano de 2011 foi muito produtivo.
Iniciei um MBA de gestão executiva. Quero ir além do operacional da gerência financeira, pretendo fazer gestão geral, pensar estrategicamente a empresa”, resume.
O plano adotado por Gilda envolveu uma mudança total na rotina. Todos os dias, a mineira de Mutum acorda às 6h para nadar. Fica no trabalho das 8h às 18h. Das 20h30 às 22h de segundas, quartas e sextas, faz aulas de boxe. Das 19h às 20h de terças e quintas, frequenta aulas de inglês. Finalmente, das 22h30 à 1h, vai para a internet cursar uma especialização a distância. Engana-se quem pensa que ela pretende parar por aí. “Penso em mudar sempre. Meu MBA vai até agosto de 2012 e, em novembro, farei uma extensão dele em uma universidade norte-americana”, diz. Pensando ainda mais à frente, Gilda projeta um mestrado para 2013. “Esse plano vale até 2015, mas agora vou me reciclar sempre”, afirma.
Quem concorda com Gilda e vê a reciclagem constante da vida profissional como algo necessário é o consultor de carreiras Eduardo Shinyashiki. Segundo ele, essa renovação se dá todos os dias e está presente nos detalhes. “Acredito que repensar a profissão faz parte do dia a dia de todos os trabalhadores. Afinal de contas, a forma com que respondo aos e-mails mais simples do meu dia poderá fazer a diferença entre receber uma promoção ou não”, ilustra.
De acordo com Shinyashiki, o planejamento deve ser claro. “Para dar passos em nossas carreiras, é preciso saber aonde queremos chegar e como isso será possível. Por exemplo: será que é necessário trabalhar algumas horas a mais por dia ou o importante é fazer com que mais pessoas vejam os resultados que você já traz para a companhia? Encontrar as respostas para questões como essa faz parte da criação de um plano de ação eficiente”, define.
Aceite o desafio
Um planejamento não é criado a partir de um passe de mágica. É fruto de um processo. “O projeto de carreira depende do que o profissional deseja. E, para se programar, é preciso observar o passado”, pondera a gestora de recursos humanos Alexandra Morgado. Para ela, é fundamental pôr as experiências no papel e elaborar um currículo, caso ainda não o tenha feito. “Refletir sobre onde está e aonde vai engloba as experiências de empregos anteriores”, define.
Alexandra não acredita em planejamentos a prazos mais longos do que cinco anos. “A carreira de quem não está estagnado sempre se renova e as oportunidades aparecem. Não recomendo ficar atado a algo por tempo indeterminado”, diz. E relata uma experiência própria de mudança de rumo na vida profissional. “Por seis anos, tive um ótimo emprego na parte de comunicação corporativa de uma multinacional. Depois desse tempo, recebi um feedback da minha chefe e quis novos desafios. Fui para a área de comunicação de marketing, cuidando do site institucional da empresa. Isso foi em 1996, primórdios da internet aqui. Aceitem novos desafios, assim a carreira se renova”, recomenda.
Belquise Santos, 29 anos, está vivendo uma nova etapa. Formada em administração, até pouco tempo a baiana de Bom Jesus da Lapa trabalhava como operadora de telemarketing. No começo de 2011, conseguiu um emprego no cargo de auxiliar administrativo em uma academia no Lago Sul. “Renovei a vida. Trabalho na minha área de formação e estou menos estressada nessa nova função.” Agora, em 2012, Belquise quer se especializar em gestão financeira. “Já fiz cursos do Sebrae/DF (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal) e do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), mas falta uma especialização”, observa. Apesar da mudança positiva de ares, a baiana afirma que, fazendo um balanço, se qualificou mais em 2010 do que em 2011. “Gosto muito de estudar e acho que, ultimamente, faltou tempo e sobrou distância entre minha casa e os cursos para isso”, brinca a moradora de Águas Lindas (GO).
Seja por qualificação, seja por mudança de emprego, pensar e se planejar é sempre um ato recomendado por especialistas. A virada de ano é um momento simbólico. Mas, segundo Eduardo Shinyashiki, essa não deve ser a única hora destinada a se pensar no assunto. “Quanto mais frequentes forem os momentos de reflexão sobre a carreira, mais chances teremos de identificar algo que deve mudar e, assim, alcançar a preparação necessária para promover as transformações”, resume.
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