O dólar comercial teve a quarta alta seguida nesta segunda-feira (27), subindo 0,51%, a R$ 3,364, na venda. É o maior valor em mais de 12 anos, desde 27 de março de 2003, quando fechou a R$ 3,386.
Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia subido 1,55%, a R$ 3,347, fechando a semana passada com valorização de 4,79%.
Nas casas de câmbio de São Paulo, a moeda norte-americana já está cotada acima de R$ 3,50. O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial. Os valores iam de R$ 3,50 (em dinheiro vivo) a R$ 3,77 (no cartão pré-pago), já considerando o IOF, segundo pesquisa feita pelo UOL em cinco casas de câmbio, entre 15h30 e 16h desta segunda-feira.
Nesta segunda, investidores ainda estavam preocupados com a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento, uma espécie de "selo" de bom pagador, após os cortes nas metas fiscais na semana passada.
O governo reduziu a meta de economia para este ano de 1,1% para 0,15% do PIB (Produto Interno Bruto).
"Com a atividade ruim, a inflação alta e as mudanças nas metas fiscais, o Brasil está caminhando para uma crise de credibilidade", afirmou o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva Filho à agência de notícias Reuters.
A queda de 8,5% da Bolsa da China também influenciou o mercado de câmbio nesta segunda. Foi a maior queda diária desde 2007.
Para analistas, o resultado ruim da Bolsa de Xangai sinaliza que a economia chinesa está desacelerando. Uma piora no desempenho da China tende a ter consequências negativas para o Brasil, porque a nação asiática é um importante importador de produtos brasileiros.
Investidores aguardavam também novas pistas sobre como o Banco Central deve agir no mercado de câmbio. A valorização do dólar tende a aumentar a inflação, que já está alta.
Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares). Com isso, já rolou o equivalente a US$ 5,390 bilhões, ou cerca de 50% do lote que vence no início de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.
Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.
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