A Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) registrou a abertura de 4.527 empresas no primeiro semestre de 2011. Os números mais recentes, de julho, indicam 712 empresas constituídas. Foi o mês de melhor desempenho no semestre. “São números muito bons, muito semelhantes aos do mesmo período do ano passado, quando houve 4.544 constituições”, destaca o diretor-presidente da Jucems, Wagner Bertoli.
O resultado quase equivalente ao de 2010 é avaliado como positivo principalmente porque nesse último ano houve grande número de pequenos empreendedores que extinguiram a empresa anterior para aderir ao Programa Microempreendedor Individual (MEI). Com muitas vantagens em termos de redução de impostos, o MEI, que entrou em vigor no início do ano passado, passou a ser uma alternativa para pequenos negócios, que têm faturamento de até R$ 33 mil/ano.
Bertoli avalia que boa parte das extinções registradas na Junta no primeiro semestre (1.200) é de empreendedores que optaram migrar para o MEI. E ainda assim, o panorama geral de empresas constituídas não caiu em relação ao verificado há um ano.
Outro dado positivo é o crescimento da abertura de filiais – foram 826 no primeiro semestre de 2011, bem acima das 737 do período equivalente em 2010. O presidente da Jucems explica que, muitas vezes, a constituição de uma nova loja de uma grande empresa já estabelecida tem impacto muito maior do que a abertura de um novo pequeno negócio. É o que vem acontecendo, por exemplo, no setor supermercadista, onde filiais dão impulso à economia de uma região e geram muitos empregos.
O bom desempenho de junho e julho, contribuindo para o saldo semestral positivo já era esperado pela Junta Comercial. Esse é o período de pico, quando pequenos empreendedores identificam potencialidade de negócios, já se preparando para as vendas de fim de ano, revela Bertoli.
####MEI
Mesmo o crescimento dos negócios do tipo Microempreendedor Individual, embora não exijam cadastramento na Junta Comercial, indicam boa perspectiva para o setor. Wagner Bertoli lembra que uma empresa que inicia com essa característica pode se consolidar e a médio ou longo prazo evoluir para uma pequena empresa. “O microempreendedor individual significa pessoas saindo da informalidade. Elas vão crescer – e nós torcemos para que cresçam – possibilitando que se tornem um pequeno empresário. É um negócio que permite ao empreendedor empregar uma pessoa, que garante a ele possibilidade de se aposentar”, elenca o presidente da Junta.
Em Mato Grosso do Sul existem em torno de 25 mil cadastrados na categoria microempreendedor individual. Em Campo Grande, são cerca de 13 mil.
Fonte: MS Notícias/ Gizele Cruz de Oliveira
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