A produção brasileira de cana-de-açúcar deve ser 5,6% menor que a do ano passado, de acordo com o 2º levantamento da safra divulgado esta semana pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). Mas, na contramão do país, Mato Grosso do Sul apresentou, na mesma publicação, uma expectativa de aumento na produção em 10,5%,
Para a companhia, a baixa esperada na produção do país está aliada a diversos fatores, mas principalmente ao clima, com secas, geadas e chuvas em excesso, e fora de época, que atingiram as principais regiões produtoras do Centro-Sul, inclusive Mato Grosso do Sul, trazendo queda na produtividade.
“Os outros fatores que reforçam a queda da produtividade são: A falta de renovação dos canaviais no momento adequado, a diminuição da quantidade de insumos aplicados devido a descapitalização dos produtores menores e a utilização da mecanização da colheita, que acelera a necessidade de renovação do canavial”, descreve o relatório do levantamento da Conab.
####ETANOL
Das 37.002,2 mil toneladas de cana produzidas em Mato Grosso do Sul, a maior parte (23.052,4 mil toneladas) deve ser destinada ao Etanol, 62,3% do total. Apesar de ainda ser maioria, o volume direcionado ao álcool é menor em 0,55%, com relação à safra passada. Em litros, a queda deve ser de 5,74%, em relação ao ano anterior, na produção total de etanol, que é dividido entre o anidro e o hidratado.
A porcentagem da cana destinada ao Etanol Anidro, que é aquele usado para misturar com a gasolina, será maior em 20,33% este ano, podendo apresentar uma alta em litros de 14,38% no Estado. Já o Etanol Hidratado, usado diretamente como combustível, deve ser menos produzido este ano, com 5,97% de queda na produção em Mato Grosso do Sul.
####AÇÚCAR
Ainda que represente somente 37,7% destinação da cana no Estado, menos do que o produzido para Etanol, as 13.949,8 mil toneladas voltadas ao açúcar representam um acréscimo na destinação ao produto em 35,78%. Em toneladas, o aumento chega a 29,06% em relação à safra passada em MS. A opção das indústrias, não só sul-mato-grossenses, em produzir mais açúcar, está ligada ao bom momento para venda do produto no mercado internacional.
“O Brasil responde por 44% do comércio mundial de açúcar, consolidando-se como importante agente no mercado internacional. A redução da safra brasileira de açúcar, associada à redução da safra indiana, outro grande fornecedor mundial deste produto, trouxeram forte valorização às cotações internacionais”, indica o relatório da Conab, justificando a preferência de algumas indústrias em aumentar a fatia da moagem à produção de açúcar este ano.
Diário MS/ Fabiane Dorta
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