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Mantega volta a descartar intervenção no câmbio para controle da inflação

21 fevereiro 2013 - 15h55

A inflação do Brasil está sob controle, com os aumentos recentes dos preços sendo provocados por um choque de preços das commodities e, com o real "estabilizado" em cerca de R$ 2,00 por dólar, não há "nenhuma necessidade" da adoção de mais medidas no mercado cambial, afirmou o ministros da Fazenda, Guido Mantega, durante uma teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira, 21.

Na semana passada, em reunião do G-20 na Rússia, o ministro da Fazenda já havia afirmado que a taxa de juros - e não o câmbio - é a principal forma de controle da inflação no País.

Hoje, respondendo a uma pergunta sobre se o Brasil pretende introduzir medidas adicionais para reduzir a inflação, Mantega afirmou que a "inflação está sob controle, mas é suscetível a choques dos preços das commodities que estão presentes ao redor do mundo". Esses choques de preços, particularmente nos preços dos alimentos devido às condições climáticas nos EUA e em outros lugares, provocaram o aumento da inflação no Brasil no ano passado e ainda estão tendo um impacto neste ano, disse o ministro, que está em Nova York.

"Mas o Banco Central do Brasil está ativo e vigilante e tem a inflação sob controle", afirmou Mantega, acrescentando que a inflação em fevereiro será menor que a de janeiro, e "que as previsões são de que a inflação ficará em 5,5% em 2013", menor que a taxa de 6,5% em 2012.

O ministro não quis falar sobre o fato de que a inflação de fevereiro deverá ser especialmente baixa devido a um redução extraordinária dos preços da energia decretada pelo governo, e que mesmo uma taxa de 5,5% continua acima da meta do Banco Central de 4,5% como foi no ano passado.

Perguntado sobre o câmbio, Mantega disse, "a moeda do Brasil está estabilizada, flutuando em torno de R$ 2,0 por dólar". "Durante os últimos sete meses, ela tem sido uma das moedas menos voláteis do mundo em relação ao dólar e, portanto, eu não vejo necessidade de tomar outras medidas, além de deixá-la flutuar livremente", acrescentou.

O Banco Central do Brasil realizou intervenções frequentes, com a operação mais recente na semana passada, para evitar que real se valorizasse e superasse R$ 1,95 por dólar.

No ano passado, com o enfraquecimento da moeda, o Banco Central interveio para fazer com que a taxa ficasse baixo de R$ 2,05 por dólar, criando assim, segundo alguns traders, uma banda de negociação permitida extraoficialmente.

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