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DOURADOS

Especialista diz que impacto na economia deverá ser estimado em abril

24 março 2020 - 11h21Por André Bento

“Não precisa ser especialista para verificar que var ter um tombo, mas mensurar o quanto não temos como ainda”. Essa é a avaliação do economista Enrique Duarte Romero sobre os efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na economia de Dourados. No município, o comércio tem restrições de funcionamento e toque de recolher das 22h às 5h.

Professor na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), ele coordena as pesquisas mensais sobre o preço da cesta básica na cidade elaboradas por acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia, além de já ter liderado a elaboração dos perfis socioeconômicos de Dourados, cuja mais recente edição é de 2018.

“Eu tenho que ficar em casa, você também. Multiplica isso pela quantidade da população de Dourados. Tem o toque de recolher, não tem saída, vão vender menos, a expectativa não é boa, diminui tudo, toda a atividade econômica. Não precisa ser especialista. Mas seria irresponsabilidade dizer agora quanto vai ser [a queda na atividade econômica local]. Daqui uns oito dias quem sabe já tenho alguma base para fazer projeção”, explicou ao Dourados News na manhã desta terça-feira (24).

Na tarde de segunda-feira (23), durante entrevista transmitida pelas redes sociais da prefeitura, o procurador-geral do município, Sergio Henrique Pereira Martins de Araújo, reconheceu que “todos, inclusive o município, vai sofrer muito com a queda de arrecadação”. “Temos compromissos de toda monta. Todo esse aparato que se faz hoje é pago com dinheiro público”, pontuou.

Questionado sobre a possibilidade da concessão de incentivos fiscais por parte do município, afirmou que isso será pensado, mas neste momento todo foco é voltado para contenção da pandemia. “Num segundo momento vamos verificar os efeitos e buscar as soluções”, disse.

Além disso, ressaltou não ser possível estimar o impacto da crise no orçamento municipal. “Como é muito novo não sabemos os efeitos disso. É igual o efeito na saúde, temos expectativa, mas é impossível prever. A expectativa é que chegue e temos que estar preparados”, resumiu.

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