O Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, mais conhecido por seguro-defeso, está suspenso, a partir desta sexta-feira, dia 09 de outubro, por até 120 dias, período no qual o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fará o recadastramento dos pescadores artesanais e a revisão dos períodos de defeso, por meio dos comitês permanentes de Gestão e Uso Sustentável de Recursos Pesqueiros.
Benefício concedido pelo governo federal ao pescador profissional artesanal, durante o período de paralisação da pesca para preservação das espécies, o seguro corresponde a um salário mínimo (atualmente, R$ 788) por mês, durante toda a temporada de suspensão da atividade. A medida consta da Portaria Interministerial nº 192 (Agricultura e Meio Ambiente), publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
De acordo com informação do Ministério da Agricultura – que incorporou o Ministério da Pesca e Aquicultura na última reforma ministerial –, a suspensão das instruções normativas que regem o seguro-defeso coincide com o fim do período de proibição da pesca e da consequente liberação da atividade pelos próximos oito meses. Por isso, não haverá prejuízo social para os pescadores, nem risco predatório para o meio ambiente.
Na justificativa da suspensão, a ministra Kátia Abreu ressalta a constatação de discrepâncias entre o número de beneficiários registrados no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, o volume de recursos investidos no programa e os cadastros de pescadores que servem de base aos pagamentos.
A evolução acelerada do total de recursos aplicados no programa nos últimos anos, que chega a R$ 3,4 bilhões em 2015, indica um número de beneficiários próximo a um milhão de pescadores artesanais, o que diverge do censo oficial e implica a revisão dos critérios de elegibilidade, diz a nota assinada pela ministra.
Acrescenta ainda que “há casos suficientes de beneficiários que têm no programa uma segunda remuneração”, e isso é vedado pela legislação. Kátia Abreu diz, contudo, que os beneficiários que fazem da pesca sua atividade e sustento podem ficar tranquilos, pois o recadastramento é uma forma de “proteger” o programa, que “faz justiça social àqueles que cumprem seu dever e ao meio ambiente”.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Motocicleta é furtada em frente à residência no centro de Dourados

Edital de notificação extrajudicial

Homem com mandado em aberto é preso e acaba autuado por tráfico

Dourados terá espetáculo com entrada gratuita nesta sexta

De MS, Rodolfo Nogueira tem um dos mandatos mais atuantes do agro no Congresso

Embriagado, jovem ameaça avó com faca e é contido pelo irmão

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

Sem restrição de trânsito, Operação Tiradentes começa hoje nas BR's de MS

Operário goleia Primavera e segue vivo na Copa Verde

Mega-Sena acumula novamente e prêmio vai a R$ 60 milhões
Mais Lidas

Vítima de feminicídio é desenterrada e corpo apresenta sinais de necrofilia

Colisão entre motos termina com dois jovens mortos em Dourados

Inmet emite alerta de tempestade com risco de granizo e ventos intensos para Dourados
